Polícia
Publicado em 06/06/2026, às 16h52 Foto: Freepik Amanda Ambrozio
Concessionárias de carros de luxo são alvo de investigações em São Paulo após aplicar golpes que causaram prejuízos individuais de R$ 90 mil a quase R$ 400 mil.
Segundo o portal Metrópoles, ao menos 30 pessoas foram vítimas dos criminosos.
O esquema, que operava de forma unificada por meio de sócios em comum e intercâmbio de veículos, faturou milhões de reais.
A estrutura investigada envolve pelo menos seis estabelecimentos com sócios em comum distribuídos pelas zonas norte e sul da capital paulista, além de Guarulhos.
Atualmente, apenas as lojas Platz Car e Boxhaus permanecem abertas, enquanto as demais (Kaufen Car, Vitrine Car, GT3 Motors e Mônaco Cars) foram fechadas ou dissolvidas no decorrer das apurações judiciais.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou integrantes do grupo por estelionato e associação criminosa.
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) tornou réus Ricardo Jesus Campos, Luciana Araújo Dias e Márcio Joras dos Santos, apontado como o líder do esquema, além de Flávio Luís Ilhanes, que responde em processo independente por uso de documento falso.
A Promotoria de Justiça Criminal destacou a gravidade da atuação estruturada da organização: "As condutas imputadas aos denunciados evidenciam gravidade concreta acentuada, com pluralidade de vítimas, habitualidade delitiva, atuação estruturada, associação criminosa e expressivo prejuízo econômico que atinge a casa de milhões de reais, sem qualquer reparação ou iniciativa de fazê-lo".
Vítimas relatam que o grupo criminoso também contava com a participação consciente de vendedores e de familiares dos réus, que atuavam como laranjas.
Captadores da loja localizavam anúncios particulares e entravam em contato via WhatsApp propondo a venda consignada, alegando falsamente que já tinham um comprador interessado.
Após convencer o proprietário a deixar o veículo no showroom físico, o grupo exigia a remoção do anúncio original. A loja recolocava o carro à venda sob o nome da concessionária.
Após a venda, o grupo recebia o pagamento do novo comprador, mas não repassava o dinheiro ao dono original e nem formalizava a transferência documental.
Os proprietários lesados descobriam a fraude apenas ao receberem notificações de multas cometidas pelos novos compradores ou ao encontrarem as sedes das empresas vazias.
A defesa dos réus alegaram que os problemas com os clientes decorreram de perda do controle dos negócios e dificuldades financeiras, negando a intenção de fraudar.
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