Polícia
Publicado em 26/05/2026, às 11h32 Foto: Reprodução/Redes Sociais Amanda Ambrozio
A Polícia Federal (PF) concluiu a investigação sobre a fuga do traficante Gerson Palermo e encaminhou o relatório ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O caso coloca em questionamento a conduta do desembargador Divoncir Maran, do Mato Grosso do Sul, suspeito de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Maran é investigado por ter concedido, em apenas 40 minutos de análise, um habeas corpus de 208 páginas que permitiu a saída de Palermo do presídio federal de Campo Grande em 2020.
O traficante, condenado a quase 126 anos de prisão, fugiu apenas oito horas após romper a tornozeleira eletrônica.
Gerson Palermo possui uma ficha criminal extensa que inclui o sequestro de um Boeing 727 da Vasp em 2000, onde roubou R$ 5,5 milhões, e a liderança de um esquema internacional de cocaína vinda da Bolívia.
Apontado como uma das lideranças do PCC, ele permaneceu foragido por seis anos, aparecendo na lista dos mais procurados do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP).
No entanto, nesta terça-feira (26), novos desdobramentos indicam que Palermo foi preso na Bolívia, encerrando um hiato de anos de buscas internacionais coordenadas pelas autoridades brasileiras e bolivianas, de acordo com a CNN.
As suspeitas contra o desembargador ganharam força com mensagens de assessores que sugeriam ordens diretas para prover o benefício sem laudos médicos que justificassem a prisão domiciliar por risco de Covid-19.
Além disso, movimentações financeiras atípicas na conta de seu filho, que atua como advogado, levantaram indícios de venda de sentença e lavagem de dinheiro.
O caso Maran ganha novidades jurídicas ainda mais complexas com o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (26).
A Primeira Turma analisa o entendimento do ministro Flávio Dino, que defende o fim da aposentadoria compulsória como punição máxima.
Dino sustenta que infrações graves devem resultar na perda do cargo, extinguindo o que críticos chamam de prêmio para magistrados que cometem crimes.
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