Polícia
Publicado em 02/02/2026, às 20h00 Foto: Reprodução/Instagram Marcela Guimarães
O influenciador digital Victor Stavale, conhecido nas redes como Vicky Vanilla, virou alvo de uma ação civil pública da Defensoria Pública de Pernambuco (DPPE).
Foi apontado que o criador de conteúdo teria promovido apologia ao nazismo e incentivado discriminação de cunho racial, religioso e político.
O processo, que tramita na 6ª Vara Cível da Capital, foi protocolado em setembro de 2025 e solicita à Justiça a retirada de conteúdos considerados ilegais, além do bloqueio dos perfis do influenciador nas redes sociais.
A ação também requer o pagamento de indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 8,8 milhões.
De acordo com o defensor público responsável pelo caso, ouvido pela CNN Brasil, o perfil de Stavale no Instagram já não estava mais disponível nesta segunda-feira (2), o que indicaria parte do cumprimento das medidas solicitadas.
Na petição assinada pelo defensor público Kleyner Arley, a DPPE afirma que Stavale utilizou suas plataformas digitais para exaltar personagens descritos como “genocidas da história da humanidade”, citando Adolf Hitler e Heinrich Himmler.
O documento também menciona a divulgação de mensagens ofensivas contra pessoas negras e judeus, além de estímulos à perseguição desses grupos.
Em um dos trechos destacados no processo, o influenciador é acusado de praticar discriminação racial ao se referir a Renato Freitas (PT), deputado estadual do Paraná, como “chimpas”, em associação a um “chimpanzé”.
Natural de São Paulo, Stavale se apresentava publicamente como nômade digital e católico tradicionalista.
Antes da retirada do perfil, ele contava com aproximadamente 90 mil seguidores no Instagram. O processo também menciona que o influenciador se identifica como ex-satanista.
Segundo a Defensoria Pública, o impacto das publicações vai além do individual.
“Esse conteúdo não atinge apenas uma pessoa isoladamente. Ele impacta toda a sociedade, especialmente crianças, adolescentes e outros grupos vulneráveis, ao estimular o ódio e violar valores básicos de dignidade e respeito, o que justifica a atuação da Defensoria Pública na defesa de direitos coletivos”, afirmou Kleyner Arley.
A DPPE sustenta que a ação tem respaldo na Lei da Ação Civil Pública, que autoriza a defesa de direitos difusos e coletivos, além da Constituição Federal, que repudia o racismo.
“A liberdade de expressão não é absoluta e encontra limites quando viola direitos fundamentais de terceiros e promove discriminação, ódio ou banalização de violências, deixando de ser manifestação de pensamento para se tornar conduta ilícita punível nas esferas penal e civil”, destacaram.
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