Entretenimento
por Marcela Guimarães
Publicado em 02/02/2026, às 19h27 - Atualizado às 19h28
A Xiaomi vem acelerando a transformação do seu sistema com o HyperOS, trazendo a representação da maior virada da empresa em software até hoje.
Os primeiros sinais desse movimento surgiram com o HyperOS 3.1. De uma forma mais discreta, a marca chinesa passou a eliminar dependências históricas da MIUI, iniciando um processo de limpeza de código acumulado ao longo de anos.
A estratégia indica que o HyperOS não quer mais carregar traços do passado. A ideia é simples na teoria, mas complicada na prática: abandonar anos de código legado para criar um sistema realmente independente.
Hoje, o HyperOS 3.1 ainda funciona como um estágio intermediário. Ele mantém compatibilidade com componentes da MIUI ao mesmo tempo em que introduz um SDK próprio. Essa convivência, enfim, tem prazo de validade.
A expectativa é que o HyperOS 4, com estreia prevista para agosto de 2026, encerre de vez essa ponte entre os dois mundos.
A nova versão deve deletar qualquer camada de retrocompatibilidade, marcando oficialmente o fim da MIUI como base estrutural do sistema.
Outro foco da reformulação está nos aplicativos do sistema. A Xiaomi iniciou a migração para o Flutter, framework do Google, combinado com a linguagem Rust.
A proposta é adotar um design mais seguro e padronizado, substituindo soluções antigas, estas baseadas em Java e Kotlin, aos poucos.
Com isso, a interface e a lógica interna dos apps passam a seguir um modelo mais consistente, reduzindo falhas, inconsistências e problemas do passado.
Essa mudança, porém, traz consequências. Aplicativos recriados em Flutter tendem a não funcionar em versões anteriores ao HyperOS 3.
Isso coloca um ponto final em uma prática comum entre usuários que instalavam versões mais recentes de apps em aparelhos fora do ciclo oficial de atualizações.
Na prática, celulares mais antigos podem perder acesso a novidades, mesmo que ainda funcionem perfeitamente no dia a dia.
Os efeitos no desempenho variam de acordo com o hardware. Em modelos topo de linha, equipados com chips como o Snapdragon 8 Elite, as melhorias devem ser sutis, já que esses aparelhos já possuem uma margem maior de processamento.
Por outro lado, celulares intermediários e de entrada tendem a ter detalhes mais perceptíveis. A eliminação de processos desnecessários diminui o consumo de RAM e CPU, o que pode trazer maior fluidez e eficiência energética.
Com o HyperOS 4, a promessa da Xiaomi é entregar um sistema mais leve, moderno e competitivo, capaz de disputar espaço com outras plataformas em um nível mais alto.
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