Polícia
Publicado em 21/10/2026, às 22h23 - Atualizado às 22h26 Foto: Reprodução Marcela Guimarães
Daniele Bezerra, irmã e advogada da influenciadora Deolane Bezerra, denunciou à Polícia Civil de São Paulo supostas irregularidades envolvendo funcionárias da penitenciária onde a influenciadora está presa.
Segundo um termo de declarações registrado em 16 de outubro, Deolane teria sido ameaçada de morte por uma agente penitenciária e vítima de intolerância religiosa por parte de outra funcionária.
O documento foi obtido pelo portal Metrópoles nesta quarta-feira (21). As acusações relatadas por Daniele ainda não foram comprovadas.
De acordo com o relato apresentado à polícia, Daniele foi ao parlatório da unidade prisional para conversar com a irmã e a encontrou chorando. Na ocasião, Deolane teria contado que recebeu ameaças de morte de uma agente identificada como Juliana.
A advogada afirmou que tentou obter os dados de identificação da funcionária junto à diretora de disciplina da penitenciária, identificada como Samira, mas teve o pedido negado.
Na sequência, Daniele procurou um homem chamado Eduardo, que a orientou a encaminhar a solicitação por e-mail. Segundo o documento, até o momento em que prestou as declarações, as informações ainda não haviam sido fornecidas.
Com o andamento da situação, a equipe jurídica de Deolane apresentou uma petição ao juiz corregedor para solicitar providências sobre o ocorrido.
Outro episódio descrito no documento envolve uma agente identificada como Catarina. Daniele afirma que a funcionária teria praticado intolerância religiosa contra Deolane.
Segundo o relato, os dados de identificação dessa agente também não teriam sido disponibilizados, mesmo após solicitação.
O termo ainda menciona que Juliana teria defendido o encaminhamento de Deolane à população carcerária comum. Na avaliação relatada pela advogada, a medida desrespeitaria as prerrogativas profissionais da defesa.
As informações registradas correspondem às declarações prestadas por Daniele à Polícia Civil. Até o momento, o documento não comprova as acusações contra as funcionárias da unidade prisional.
Deolane está presa desde 21 de maio de 2026, sob suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e de fazer parte de uma organização criminosa.
Ela está custodiada na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, e nega as acusações por meio de sua defesa.
Carolina Dieckmann cobra checagem ao vivo em debate entre Lula e Flávio
Quaest: rejeição a Lula cai para 47%; 52% não votariam em Flávio Bolsonaro