Polícia

MP-SP mira grupo ligado ao PCC e bloqueia 5 bilhões em bens em São Paulo

A Operação Falsa Las Vegas bloqueou bilhões de reais, apreendeu um helicóptero de luxo e revelou ligações entre suspeitos do PCC  |  Foto: Divulgação/MP-SP

Publicado em 01/06/2026, às 16h00   Foto: Divulgação/MP-SP   Amanda Ambrozio

Na última quinta-feira (28), o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (GAEPP), em conjunto com a Polícia Civil, deflagrou a Operação Falsa Las Vegas.

A ofensiva desarticulou uma estrutura criminosa voltada à exploração ilegal de jogos de azar e lavagem de dinheiro, com forte atuação na Região Metropolitana de São Paulo e ligação com o PCC.

A operação é um desdobramento direto da chamada Operação Falso Mercúrio e cumpriu mandados nas cidades de São Paulo, Carapicuíba, Osasco e Barueri.

Foto: Reprodução/Polícia Civil de SP

Apreensões e bloqueio bilionário

O principal objetivo da ação foi o estrangulamento financeiro da organização criminosa.

As autoridades realizaram duas prisões preventivas, sequestro de 76 imóveis ligados ao grupo e apreenderam um helicóptero Airbus Helicopters EC 130 T2, que vale cerca de R$ 25 milhões.

Além disso, as equipes bloquearam R$ 5,3 bilhões em bens, distribuídos em 46 contas bancárias e apreenderam cerca de R$ 600 mil em espécie, seis veículos, telefones celulares e documentos.

Conexão com o crime organizado

Segundo o Ministério Público, as investigações apontam que o grupo utilizava uma rede de empresas de fachada, laranjas e contas de passagem para ocultar a origem do dinheiro ilícito.

O ponto que mais chama a atenção das autoridades são os indícios de vínculos entre membros dessa organização e integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Entre os suspeitos investigados, há pessoas associadas aos executores do assassinato de Antonio Vinicius Lopes Gritzbach, crime de grande repercussão ocorrido no Aeroporto de Guarulhos em novembro de 2024.

As ordens judiciais da operação foram expedidas pela 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital.

Ao todo, a ação mobilizou promotores de Justiça e cerca de 20 policiais civis do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC).

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