Polícia
Publicado em 16/10/2026, às 12h20 Foto: Reprodução/Instagram Amanda Ambrozio
A Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo (SAP) instaurou uma investigação para apurar possíveis irregularidades financeiras na Penitenciária Feminina de Sant’Ana, na Zona Norte da capital paulista.
A servidora Franciany Miranda Memoli, que ocupava o cargo de chefe da Seção de Administração da unidade, foi exonerada da função de confiança após suspeitas de desvio de recursos públicos.
Segundo informações obtidas pela reportagem, a servidora teria desviado ao menos R$ 4 milhões, que teriam sido destinados a empresas fantasmas.
No entanto, a SAP não confirmou o valor e informou que a apuração está sob responsabilidade da Corregedoria da Polícia Penal.
Franciany é servidora concursada da secretaria e está lotada na Penitenciária Nilton Silva de Franco da Rocha II, na Grande São Paulo. Ela havia sido nomeada para exercer um cargo de confiança na unidade feminina da capital.
Na função de chefe da Seção de Administração, Franciany era responsável por atividades relacionadas à aquisição de materiais, à gestão financeira, ao setor de pessoal e à burocracia interna da penitenciária.
As atribuições davam à servidora acesso ao fluxo de despesas da unidade, que agora é alvo de apuração administrativa e financeira, de acordo com o portal Metrópoles.
De acordo com as informações levantadas pela reportagem, a suspeita é de que os recursos tenham sido desviados por meio de operações envolvendo empresas fantasmas. Os detalhes sobre a dinâmica dos supostos desvios ainda não foram divulgados oficialmente.
A servidora teria solicitado exoneração do cargo público efetivo, mas o pedido foi negado. Durante a investigação, ela também pediu afastamento por licença médica e permanece afastada.
Segundo a SAP, as suspeitas foram identificadas após apontamentos do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) e levantamentos realizados pela própria Penitenciária Feminina de Sant’Ana e pela coordenadoria regional responsável pela unidade.
Após a identificação dos indícios, a Polícia Penal instaurou uma apuração para esclarecer as possíveis irregularidades.
A secretaria não informou o valor total que pode ter sido desviado nem detalhou quais despesas ou contratos estão sob análise.
Em nota, a Secretaria da Administração Penitenciária confirmou que a servidora é concursada, mas exercia um cargo de confiança do qual foi exonerada. A pasta também informou que ela está afastada por licença médica.
A investigação continua sob responsabilidade da Corregedoria da Polícia Penal, que deverá apurar as circunstâncias das possíveis irregularidades e a eventual responsabilidade dos envolvidos.
A reportagem procurou Franciany Miranda Memoli para comentar as suspeitas, mas não obteve resposta até a publicação. O espaço permanece aberto para manifestação.
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