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Vereador de São Paulo é investigado por suspeita de ligação com o PCC em Operação Vectura Corrupta

Investigação da Polícia Civil aponta que viação da qual o parlamentar paulistano é sócio possui ligações com a facção criminosa  |  Foto: Reprodução/Câmara Municipal de São Paulo

Publicado em 18/09/2026, às 16h33   Foto: Reprodução/Câmara Municipal de São Paulo   Marina do Val

O vereador paulistano Guilherme Corrêa (União Brasil) entrou na mira das investigações da Operação Vectura Corrupta, deflagrada pela Polícia Civil em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público. 

A apuração aponta que uma empresa de ônibus da qual o parlamentar é sócio possui vínculos com a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Apesar de constar no pedido original de busca e apreensão encaminhado à Justiça, o apartamento de Corrêa no Jardim São Paulo, na zona norte da capital, não foi alvo das buscas. 

O juiz relator do caso, Sérgio Ribas, restringiu os mandados exclusivamente aos endereços dos 13 investigados que tiveram prisão temporária decretada, grupo que inclui o ex-vereador e padrinho político de Guilherme Corrêa, Milton Leite (União).

Posse na Câmara Municipal

Empresário do setor de transportes e líder do movimento comunitário "Salve Periférico", Guilherme Corrêa tem seu principal reduto eleitoral no bairro do Tucuruvi, na zona norte paulistana. 

Ele é um dos seis sócios da Norte Buss Transportes, empresa integrante do Consórcio Transnoroeste que opera mais de 80 linhas em bairros das regiões norte e noroeste da cidade. 

De acordo com o relatório da Polícia Civil, a Norte Buss, anteriormente conhecida como Transcooper, está listada entre 12 empresas de transporte com ligações com o crime organizado na capital.

A ascensão de Corrêa ao mandato parlamentar ocorreu por meio de uma articulação direta promovida por Milton Leite no meio do ano.

Em julho, três vereadores da bancada do União Brasil, Silvão, Silvinho Leite e a pastora Sandra Alves, pediram licença dos cargos por interesses pessoais até outubro, manobra que abriu espaço para a posse simultânea dos três primeiros suplentes do partido e garantiu a entrada do novato Guilherme Corrêa. 

Aliados de Milton Leite haviam injetado cerca de R$350 mil cada na campanha de Corrêa, recurso utilizado para a contratação massiva de material de propaganda e mais de 700 cabos eleitorais.

Foto: Reprodução/Rede Câmara
Foto: Reprodução/Câmara Municipal de São Paulo
Foto: Reprodução/Câmara Municipal de São Paulo

Defesa do parlamentar

Em nota divulgada nas redes sociais, o vereador Guilherme Corrêa defendeu a necessidade de individualização das responsabilidades e ressaltou sua trajetória no setor. 

O parlamentar afirmou ter uma relação histórica com o transporte público de São Paulo, acompanhando de perto as dificuldades enfrentadas por trabalhadores e operadores oriundos das antigas cooperativas. 

Ele declarou considerar fundamental que qualquer investigação preserve quem não tem participação em eventuais irregularidades, ressaltando que o crime é pessoal e que não se deve transformar uma investigação sobre determinadas pessoas e empresas em condenação antecipada de toda uma categoria composta majoritariamente por trabalhadores. 

Guilherme Corrêa também defendeu o legado de Milton Leite e não mencionou o fato de ser investigado no processo.

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