Política
Publicado em 04/06/2026, às 08h30 Foto: Reprodução/Vídeo/X Andrezza Souza
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira (3) uma proposta que pode limitar os poderes do presidente Donald Trump para conduzir operações militares contra o Irã sem autorização do Congresso.
O projeto determina que o governo retire as forças americanas envolvidas no conflito ou obtenha aval dos parlamentares para manter as ações militares em andamento.
A medida havia enfrentado resistência nas últimas semanas e chegou a ser retirada da pauta pelos líderes republicanos, que buscavam evitar uma derrota política para o partido e para o presidente.
Apesar da aprovação na Câmara, o texto ainda precisa passar pelo Senado antes de seguir para sanção presidencial.
Mesmo que seja aprovado pelos senadores, o projeto dependerá da assinatura de Trump para entrar em vigor. Caso o presidente vete a proposta, o Congresso precisaria reunir maioria qualificada de dois terços dos votos para derrubar a decisão, cenário considerado difícil diante da composição atual das duas Casas.
A votação evidenciou divergências dentro do próprio Partido Republicano sobre a condução do conflito com o Irã.
Três deputados republicanos votaram ao lado dos democratas em apoio à proposta, repetindo um movimento semelhante ao observado em votações anteriores relacionadas à guerra.
O tema tem provocado debates dentro do Congresso em meio às discussões sobre a atuação dos Estados Unidos no Oriente Médio e sobre os limites dos poderes presidenciais em ações militares.
A aprovação da medida ocorre em um momento de desgaste político para o governo em razão da continuidade do conflito com o Irã.
Enquanto Trump afirma que negociações podem resultar em um acordo entre os dois países, autoridades iranianas têm negado avanços significativos nas conversas.
Além da guerra, divergências entre o presidente e integrantes do Partido Republicano também têm surgido em outras pautas discutidas no Congresso, ampliando as tensões dentro da base governista.
Agora, a proposta segue para análise do Senado, onde enfrentará uma nova etapa de votação antes de qualquer possibilidade de entrar em vigor.
Com informações do The New York Times e da Reuters.
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