Política
Publicado em 28/09/2026, às 22h15 Foto: Divulgação Andrezza Souza
O governo brasileiro entrou na Justiça Federal em Pernambuco, nesta segunda-feira (28), contra 17 operadoras de apostas online. A ação cobra R$ 1 bilhão por danos morais coletivos relacionados ao vício em jogos, ao endividamento e ao agravamento da saúde mental.
A Advocacia-Geral da União (AGU) também solicita o ressarcimento de despesas do Sistema Único de Saúde (SUS) atribuídas aos danos provocados pelos jogos.
O processo pede ainda a devolução em dobro dos valores apostados por pessoas diagnosticadas com ludopatia, transtorno do jogo patológico.
De acordo com a ação, cerca de 28 milhões de brasileiros apostam atualmente. Desses, 10,9 milhões apresentam padrão de risco ou problemático de jogo.
Entre janeiro de 2018 e dezembro de 2025, os atendimentos do SUS relacionados ao jogo patológico e ao comportamento de jogo excessivo cresceram aproximadamente 140%, segundo dados apresentados no processo.
A AGU afirma que a compensação prevista na legislação para as empresas não seria suficiente para cobrir os custos do sistema de saúde. O órgão aponta que apenas 0,12% das destinações obrigatórias sobre a receita das operadoras vão para o Ministério da Saúde.
Um levantamento preliminar citado na ação estima prejuízo mínimo de cerca de R$ 2,6 bilhões.
Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a proibição total das apostas de quota fixa no país. A medida também alcança jogos online e cassinos virtuais, como o "Jogo do Tigrinho".
Os apostadores têm até 23h59 de 5 de outubro para retirar o dinheiro disponível nas plataformas. Quem não fizer o saque nesse prazo terá os valores devolvidos pelos bancos entre 9 e 14 de outubro.
O governo também enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei que prevê a criminalização da exploração, operação e divulgação de apostas de quota fixa. A proposta ainda precisa ser aprovada pelos parlamentares e sancionada pelo presidente para entrar em vigor.
A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão da medida provisória que proibiu as bets e os cassinos online.
A Associação Nacional pela Segurança Jurídica dos Jogos e Apostas (Anseja) também acionou o STF para pedir a declaração de inconstitucionalidade da medida. O caso será analisado pelo ministro Luiz Fux.
A AGU solicitou prazo de 72 horas para que a Presidência da República e o próprio órgão possam se manifestar antes de eventuais decisões sobre os pedidos das entidades.
Usuários enfrentam instabilidade no Gov.br para acessar serviços nesta segunda (28)
Estacionar nas praias do litoral de SP ficará mais caro; Zona Azul em Ubatuba sobe para R$ 50