Política
Publicado em 18/04/2026, às 11h04 Estreito de Ormuz - Freepik - wirestock Andrezza Souza
O Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz neste sábado (18), um dia após anunciar a reabertura da rota. A decisão ocorreu após os Estados Unidos manterem o bloqueio naval aos portos iranianos. O controle da passagem foi retomado pelas Forças Armadas, com restrições ao trânsito de navios em uma das principais rotas energéticas do mundo.
O Estreito de Ormuz voltou ao controle rigoroso das Forças Armadas iranianas, segundo comunicado do Quartel-General Central Jatam al Anbiya. O porta-voz Ebrahim Zolfagari afirmou que a via estratégica retornou ao “estado anterior”.
Na prática, isso significa restrições ao trânsito de embarcações. A região concentra uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.
Antes do novo fechamento, o Irã havia autorizado uma passagem limitada de navios petroleiros e comerciais. A liberação foi descrita como um gesto de boa fé durante negociações com os Estados Unidos.
O governo iraniano condicionou a abertura do Estreito de Ormuz ao fim do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos. Como a medida foi mantida, a passagem voltou a ser controlada de forma restrita.
Segundo Zolfagari, a navegação seguirá sob supervisão rigorosa enquanto não houver liberdade para embarcações que entram e saem do Irã.
O comando militar iraniano também criticou a atuação americana e mencionou descumprimento de compromissos firmados anteriormente.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã teria concordado em não voltar a fechar o Estreito de Ormuz. A declaração não foi confirmada por autoridades iranianas.
Trump também reiterou que o bloqueio naval será mantido até que haja um acordo. Para o governo iraniano, a decisão representa violação da trégua em negociação.
O tema também envolve discussões mais amplas entre os países, incluindo segurança marítima e fluxo de energia.
O Estreito de Ormuz é um dos principais pontos de passagem de energia do mundo. Cerca de 20% do petróleo global e grande volume de gás natural liquefeito passam diariamente pela região.
A rota conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é utilizada por grandes produtores como Arábia Saudita, Irã e Iraque. A largura reduzida concentra a navegação em corredores estreitos.
Qualquer restrição no Estreito de Ormuz impacta diretamente o abastecimento global e os preços do petróleo.
O Irã havia anunciado a reabertura da passagem na sexta-feira (17). A medida ocorreu no contexto de negociações e de um cessar-fogo em discussão.
Após o anúncio, houve reação no mercado de energia, com queda nos preços do petróleo. A reversão da medida reintroduz incertezas sobre o fluxo da rota.
O governo dos Estados Unidos manteve a posição de seguir com o bloqueio naval, o que levou à retomada das restrições.
A situação no Estreito de Ormuz segue condicionada às negociações entre Irã e Estados Unidos e à evolução do bloqueio naval na região.
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