Política
Publicado em 11/09/2026, às 08h49 - Atualizado às 08h50 Foto: Rachid Waqued/Detran-MS Marcela Guimarães
As novas regras para obtenção e renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) já proporcionaram uma economia estimada de R$ 9,6 bilhões aos motoristas brasileiros em oito meses.
O balanço foi divulgado pelo Ministério dos Transportes na última quinta-feira (10) e considera os resultados registrados entre janeiro e agosto deste ano.
A diminuição dos custos veio acompanhada de mudanças no processo para tirar a habilitação.
Segundo a pasta, o valor médio para obter a CNH nas categorias AB, que permitem dirigir carros e motos, caiu para R$ 1.256, cerca de 50% menos do que anteriormente.
Além de gastar menos, os candidatos também passaram a levar menos tempo para concluir o processo. O período médio necessário para conseguir a habilitação diminuiu 30%.
Ainda assim, o tempo varia: enquanto 4% dos candidatos conseguem concluir todas as etapas em até 30 dias, 40,6% levam mais de 180 dias.
A quantidade de solicitações também cresceu após a chegada das mudanças. Nos oito primeiros meses do ano, foram registrados 7,3 milhões de requerimentos, alta de 216% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 2,3 milhões.
Para o governo, o aumento está relacionado principalmente ao baixo custo e à simplificação das etapas para pegar o documento.
As novas regras foram aprovadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) no fim de 2025 e alteraram o modelo tradicional de formação dos condutores. Uma das principais mudanças foi o fim da obrigatoriedade de que as aulas fossem realizadas exclusivamente em autoescolas.
Com o novo formato, os candidatos podem estudar a parte teórica por meio de cursos digitais gratuitos e realizar as aulas práticas com instrutores autônomos credenciados. Entre janeiro e agosto, a realização dos cursos teóricos aumentou 121,4%.
Outra alteração ocorreu na carga mínima de aulas práticas. A exigência, que antes era de 25 horas, passou para apenas duas horas.
Apesar da flexibilização, algumas etapas continuam obrigatórias para quem deseja obter a carteira. Entre elas estão os exames médicos, as provas teórica e prática e o registro biométrico dos candidatos.
O governo também mudou as regras para a renovação da CNH. Motoristas considerados bons condutores, sem infrações recentes e inscritos no Registro Nacional Positivo de Condutores, passaram a ter direito à renovação automática e gratuita em determinadas situações.
Desde a implementação da medida, 1,7 milhão de renovações automáticas foram realizadas. Segundo o Ministério dos Transportes, a mudança representou uma economia de R$ 1,44 bilhão para os condutores.
*Com informações do portal Metrópoles
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