Política
Publicado em 21/07/2026, às 15h49 - Atualizado às 16h00 Foto: Bruno Spada/Agência Câmara Amanda Ambrozio
A Polícia Federal concluiu o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e decidiu por sua expulsão da corporação.
A informação foi confirmada por integrantes da PF, sob condição de anonimato. A medida ainda depende da oficialização pelo ministro da Justiça, Wellington César Lima.
Eduardo, que é escrivão da Polícia Federal, vive nos Estados Unidos desde o ano passado e respondia ao procedimento interno por ausência ao posto de trabalho no Rio de Janeiro.
Segundo integrantes da corporação, o PAD foi instaurado em razão das faltas ao serviço após Eduardo se mudar para os Estados Unidos, onde afirma estar em razão de uma suposta perseguição política.
A decisão administrativa ocorre em meio aos desdobramentos judiciais envolvendo o ex-parlamentar, segundo o SBT News.
Em junho, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) o condenou a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. A sentença também determinou sua inelegibilidade por oito anos.
De acordo com o STF, Eduardo articulou com autoridades norte-americanas medidas para pressionar o governo brasileiro e intimidar ministros da Corte responsáveis pelo julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado por tentativa de golpe de Estado.
Entre as ações atribuídas ao ex-deputado estão a articulação para aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes e a defesa de medidas comerciais que afetassem o Brasil.
Enquanto responde aos processos no país, Eduardo Bolsonaro obteve o green card nos Estados Unidos, documento que lhe garante residência permanente em território estadunidense.
A situação de Eduardo Bolsonaro mudou após a cassação de seu mandato na Câmara dos Deputados.
Sem o cargo de deputado federal, a licença que permitia seu afastamento da Polícia Federal para exercer atividade parlamentar deixou de existir, tornando obrigatória sua reapresentação à corporação.
Com a conclusão do processo disciplinar, caberá agora ao ministro da Justiça formalizar a expulsão de Eduardo Bolsonaro dos quadros da PF.
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