Política
Publicado em 29/09/2026, às 12h00 Foto: Reprodução/Linha Uni Amanda Ambrozio
O projeto da megaestação Água Branca, na zona oeste de São Paulo, deu mais um passo para sair do papel.
O governo federal autorizou o uso de um terreno de 25 mil m² pelo Estado de São Paulo para a construção da nova estrutura, que será um dos principais pontos de integração do transporte sobre trilhos da capital.
A futura estação deverá conectar as linhas 3-Vermelha e 6-Laranja do Metrô aos trens das linhas 7-Rubi, 8-Diamante e 9-Esmeralda, além dos futuros serviços do Trem Intercidades para Campinas e Sorocaba.
A obra está estimada em R$ 1,3 bilhão e será executada pela concessionária TIC Trens, responsável pela Linha 7-Rubi e pelo serviço São Paulo-Campinas. A previsão é que a nova estação seja entregue até 2031.
O espaço liberado pela União fica ao lado da atual estação Água Branca e já foi utilizado por estruturas da antiga Rede Ferroviária Federal, incluindo um pátio ferroviário e galpões de infraestrutura.
Nos últimos anos, porém, a área passou a ser pouco utilizada com a redução das operações dos trens federais. Uma empresa que havia firmado contrato com a antiga companhia ferroviária ainda ocupava parte do terreno.
Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, o processo para liberar a área levou mais de um ano. Foi necessário negociar a saída da empresa e estabelecer as condições para que o espaço pudesse ser utilizado pelo governo paulista.
A autorização prevê o uso do terreno por 20 anos, com possibilidade de prorrogação por mais 20. O contrato definitivo ainda precisa ser assinado, e não foram divulgados o prazo para formalização nem o valor que será pago pelo aluguel.
A TIC Trens informou que aguarda a formalização da permissão para iniciar as intervenções previstas. Segundo a concessionária, as obras já estão contratadas e o projeto executivo foi aprovado.
Enquanto a megaestação não fica pronta, passageiros que utilizam a Linha 6-Laranja enfrentam uma conexão provisória com a Linha 7-Rubi.
Desde julho, quem desembarca na estação Água Branca da Linha 6 precisa sair do espaço do Metrô e caminhar pela rua até a estação da Linha 7. O trajeto leva pouco mais de um minuto, mas deixa os passageiros expostos ao sol e à chuva.
Segundo o Estadão, a integração atual também ocorre de forma limitada porque a Linha 6 ainda opera parcialmente. O trecho funciona de segunda a sexta-feira, das 10h às 15h.
Para substituir a ligação improvisada, a TIC Trens começou a construir uma passarela provisória entre as duas estações. A previsão é que ela fique pronta até o fim de 2026.
No projeto definitivo, a conexão entre os dois ramais será feita por meio de um túnel dentro da megaestação.
A transformação da Água Branca em um grande hub ferroviário será feita gradualmente. A primeira etapa prevê a integração com a Linha 6-Laranja, prevista para ocorrer até o fim deste ano.
Até janeiro de 2027, também deverá ser criada uma conexão temporária com a Linha 11-Coral. O ramal, que atualmente termina na Luz, será estendido até Água Branca. A mudança deve ajudar a evitar uma sobrecarga na Linha 7-Rubi após a abertura da estação Brasilândia, da Linha 6.
A estação definitiva ganhará novas conexões em 2031. Nesse período, serão integrados o serviço São Paulo-Campinas, da TIC Trens, e novas paradas das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, operadas pela Motiva.
A última etapa prevê a chegada da Linha 3-Vermelha do Metrô à Água Branca e a implantação do serviço ferroviário São Paulo-Sorocaba.
O projeto desse último ramal ainda depende de licitação. A previsão é que o edital para a construção e administração do serviço seja publicado no primeiro semestre de 2027.
Com a conclusão das diferentes fases, a Água Branca deverá concentrar cinco linhas de metrô e trem, além dos serviços intermunicipais de longa distância, transformando a região em um dos principais pontos de conexão do sistema de transporte sobre trilhos de São Paulo.
Carro invade trilhos e interrompe circulação da Linha 7-Rubi em SP; veja
Linha 6-Laranja inaugura estação mais profunda do Metrô de SP; veja qual é