Política

SP economiza R$ 2,2 bi com o leilão do Novo Centro Administrativo

O Novo Centro Administrativo terá gestão do grupo MEZ-RZK, que venceu a disputa na B3 com desconto de 9,62% na parcela mensal  |  Foto: Divulgação/Governo de SP

Publicado em 27/02/2026, às 13h24   Foto: Divulgação/Governo de SP   Nathalia Quiereguini

O Governo de São Paulo deu um passo estratégico rumo à modernização da máquina pública ao realizar, na B3, o leilão do Novo Centro Administrativo.

A concorrência garantiu uma economia estimada em R$ 2,2 bilhões aos cofres estaduais ao longo de 30 anos de contrato, consolidando uma das principais iniciativas de reorganização estrutural da gestão paulista.

O projeto será executado por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), com contrato de três décadas.

O lance vencedor foi apresentado pelo Consórcio MEZ-RZK Novo Centro, que ofereceu desconto de 9,62% sobre a contraprestação pública mensal máxima estipulada em R$ 76,6 milhões.

Na prática, o percentual reduz o valor que o Estado pagará mensalmente ao parceiro privado ao longo do período contratual, gerando impacto direto na economia total projetada.

Futura sede do Governo: o Novo Centro Administrativo ocupará os Campos Elíseos e reunirá mais de 22 mil servidores / Arte: Divulgação/Governo de SP

Disputa entre consórcios

Um segundo grupo, formado pelas empresas Acciona e Construcap, também participou da disputa e apresentou desconto de 5%, mas ficou atrás na concorrência, segeundo informações da Agência SP.

O consórcio vencedor reúne empresas das áreas de infraestrutura, investimentos e desenvolvimento imobiliário e será responsável não apenas pela construção do complexo, mas também pela gestão, operação e manutenção do espaço durante todo o contrato.

Investimento e centralização da estrutura pública

O Novo Centro Administrativo terá investimento estimado em cerca de R$ 6 bilhões, compartilhado entre o poder público e a iniciativa privada.

A proposta é centralizar, no bairro dos Campos Elíseos, na região central da capital paulista, a estrutura administrativa do Estado que hoje funciona de forma descentralizada em diferentes prédios espalhados pela cidade.

A expectativa é concentrar mais de 22 mil servidores em um único complexo, promovendo redução de despesas com aluguéis, logística e manutenção predial.

Além do aspecto financeiro, o projeto também aposta na requalificação urbana do centro da capital, com recuperação de imóveis históricos e estímulo à movimentação econômica da região.

Modernização e requalificação urbana

A iniciativa sinaliza uma mudança no modelo de ocupação administrativa do Estado, com foco em eficiência, planejamento de longo prazo e integração dos serviços públicos em uma estrutura mais moderna e sustentável.

Classificação Indicativa: Livre


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