Entretenimento
por Marcela Guimarães
Publicado em 15/04/2026, às 13h24
A série documental “Confie em Mim: O Falso Profeta”, da Netflix, retrata um caso real que chocou os Estados Unidos.
A obra acompanha a trajetória de Samuel Bateman, que se autoproclamou profeta e liderou uma seita marcada por abusos, manipulação e controle sobre seus seguidores.
A apuração que deu origem ao documentário começou quando a especialista em psicologia de seitas Christine Marie e o cinegrafista Tolga Katas chegaram à região de Short Creek, em Utah, nos Estados Unidos.
O objetivo inicial era auxiliar a comunidade local, ainda impactada pela prisão de Warren Jeffs, ex-líder da Igreja Fundamentalista de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (FLDS).
No entanto, ao se aprofundarem na situação, os dois se depararam com um novo cenário preocupante: Samuel Bateman passou a reunir seguidores ao afirmar que havia herdado a autoridade religiosa de Jeffs.
A partir disso, construiu uma estrutura baseada em obediência absoluta, formando um grupo com diversas “esposas”, incluindo meninas menores de idade.
Com o tempo, o controle psicológico ficou mais intenso. As vítimas passaram a ser isoladas de familiares, submetidas a regras rígidas dentro da seita.
Christine e Tolga conseguiram se infiltrar no círculo do líder e registraram imagens que se tornariam essenciais para as investigações. Com acesso direto a Bateman, documentaram encontros, conversas e até confissões.
Em um dos momentos mais impactantes, o próprio líder admite crimes sexuais envolvendo menores, com relatos confirmados por vítimas. Apesar disso, a resposta das autoridades foi lenta e, assim, o caso só ganhou notoriedade com a entrada do FBI.
O documentário também mostra a operação que levou à prisão de Bateman, em 2022, após uma ação organizada pelo FBI com apoio de Tolga.
Dois anos depois, em 2024, ele foi condenado a 50 anos de prisão por crimes relacionados a sequestro e exploração sexual de menores.
Mesmo preso, o ex-líder ainda mantém influência sobre parte dos seguidores.
Dirigida por Rachel Dretzin, a série traz imagens inéditas e depoimentos reais de sobreviventes.
Para preservar a identidade de vítimas menores de idade, a produção utilizou inteligência artificial (IA) para modificar rostos e vozes.
A produção conta com quatro episódios, todos já disponíveis na plataforma de streaming. Assista ao trailer:
Classificação Indicativa: Livre