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Entenda a cidade na Lua de Elon Musk que pode crescer sozinha

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Projeto da SpaceX explica como a cidade na lua que pode crescer sozinha pode testar tecnologias e preparar missões ao espaço  |   BNews SP - Divulgação Foto: Freepik
Nathalia Quiereguini

por Nathalia Quiereguini

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Publicado em 04/03/2026, às 13h22



A ideia de viver fora da Terra pode parecer distante, mas o empresário Elon Musk voltou a colocar esse cenário no centro do debate sobre exploração espacial.

O fundador da SpaceX defende que o próximo grande passo da humanidade pode começar na Lua, com a criação de uma base capaz de se expandir gradualmente, quase como uma pequena cidade em formação.

O conceito é simples na teoria, mas complexo na prática: enviar equipamentos, robôs e materiais de construção em lançamentos frequentes para montar estruturas iniciais no solo lunar.

A partir daí, parte da infraestrutura passaria a ser produzida utilizando os próprios recursos disponíveis na Lua, permitindo que a base cresça com o tempo.

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Projeto da SpaceX prevê que a futura cidade na Lua utilize recursos do próprio solo lunar para se expandir ao longo do tempo / Foto: Freepik

Por que começar pela Lua?

A proximidade com a Terra é um dos principais motivos para priorizar o satélite natural antes de missões mais ambiciosas, de acordo com informações da Revista Exame.

A viagem até a Lua leva cerca de dois dias, o que permite enviar suprimentos ou equipamentos com relativa rapidez.

Já uma missão até Marte pode levar aproximadamente seis meses, além de depender de janelas de lançamento que acontecem apenas a cada dois anos.

Por isso, especialistas avaliam que estabelecer uma presença humana na Lua pode funcionar como um passo intermediário importante antes de avançar para o planeta vermelho.

Uma base que pode se expandir com o tempo

Na visão de Musk, estabelecer uma base lunar funcional ajudaria a testar tecnologias fundamentais para a vida fora do planeta.

Entre elas estão sistemas de reciclagem de água e ar, produção de alimentos em ambientes fechados e extração de recursos diretamente do solo lunar.

O próprio regolito, a camada de poeira e fragmentos que cobre a superfície da Lua, pode ser utilizado para obter oxigênio ou até servir como matéria-prima para estruturas.

Com isso, a base poderia crescer gradualmente, sem depender exclusivamente de materiais enviados da Terra.

Desafios técnicos do ambiente lunar

Apesar das possibilidades, transformar essa ideia em realidade ainda exige avanços importantes.

O ambiente lunar apresenta condições extremas que dificultam a instalação de uma base permanente.

As temperaturas variam drasticamente entre o dia e a noite, a gravidade é cerca de um sexto da terrestre e a poeira lunar pode danificar equipamentos e sistemas eletrônicos.

Além disso, garantir produção de energia constante e proteção contra radiação continua sendo um dos principais desafios para missões de longa duração.

Nova corrida espacial

A proposta também surge em um momento de renovado interesse pela exploração lunar.

Agências espaciais e empresas privadas têm ampliado investimentos em missões para a Lua, enquanto programas internacionais buscam levar astronautas novamente à superfície do satélite nas próximas décadas.

Nesse contexto, uma base lunar poderia funcionar como um laboratório para o desenvolvimento de tecnologias essenciais para viagens espaciais mais longas.

Testar sistemas de sobrevivência, produção de recursos e construção fora da Terra ajudaria a reduzir riscos em missões futuras.

Mesmo que uma cidade lunar ainda pareça um projeto distante, especialistas acreditam que pequenos postos avançados podem surgir nas próximas décadas.

Se isso acontecer, a Lua poderá se tornar o primeiro passo concreto rumo a uma presença humana permanente fora da Terra.

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