Entretenimento
por Amanda Ambrozio
Publicado em 06/06/2026, às 11h40 - Atualizado às 11h42
A Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo é realizada tradicionalmente no período de Corpus Christi devido às combinações estratégicas de fatores logísticos, históricos e turísticos.
O feriado religioso cria um fim de semana prolongado em todo o país, o que facilita o deslocamento de turistas de vários estados para a capital paulista sem a necessidade de grandes afastamentos do trabalho ou dos estudos.
Realizado na Avenida Paulista desde 1997, o evento é considerado uma das maiores manifestações de diversidade do mundo.
Em 2026, o evento celebra um marco histórico de três décadas de existência.
Com o tema "A rua convoca, a urna confirma", sua 30ª edição busca ampliar o debate sobre a conscientização política e a importância do voto em um ano de eleições presidenciais.
A organização ressalta que a ocupação das ruas permanece como uma ferramenta essencial para a defesa de direitos e visibilidade da população LGBTQIA+.
Além do caráter social, o evento gera um retorno altamente lucrativo para a economia local.
Segundo projeções da Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp), o feriado prolongado, impulsionado conjuntamente pela Parada LGBT+ e pela Marcha para Jesus, deve movimentar R$ 166,2 milhões exclusivamente no setor de hospedagem da capital neste ano.
Segundo o portal Terra, o aumento da taxa de ocupação dos hotéis paulistanos deve chegar a 56% durante o período.
O número representa o dobro do movimento habitual para a época, já que, sem a realização desses dois grandes eventos de massa, o índice histórico de ocupação dos hotéis na cidade costuma oscilar entre apenas 25% e 30%.
O alto fluxo de turistas beneficia diretamente o comércio, o setor de transportes e a gastronomia da cidade, reafirmando o evento no calendário oficial do município.
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