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por Marcela Guimarães
Publicado em 16/01/2026, às 15h42
Já foi comprovado que certos alimentos aumentam os riscos de desenvolver câncer. Essa definição já é alvo de pesquisas há décadas e conta com consenso científico em diversos pontos.
Entre eles, surge a classificação de comidas como agentes carcinogênicos pela própria Organização Mundial da Saúde (OMS).
Ultraprocessados, carnes embutidas, alimentos enlatados e produtos refinados estão incluídos no grupo 1 de carcinogênicos da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc).
Essa categoria reúne substâncias que, segundo evidências científicas, são mais associadas ao desenvolvimento de câncer.
Nesse mesmo grupo aparecem fatores como tabaco, radiação ultravioleta, arsênio e até vírus, como o Papilomavírus Humano (HPV). A forma como essa classificação é apresentada, enfim, costuma gerar certa confusão.
Recentemente, um post no X (antigo Twitter) viralizou ao destacar que alimentos e cigarro ocupam a mesma categoria da Iarc. A comparação fez surgir uma dúvida recorrente: “O presunto é tão cancerígeno quanto o tabaco?”.
Segundo apuração do Correio Braziliense, a classificação não mede a intensidade do risco, mas sim a qualidade das evidências científicas.
O impacto do consumo desses alimentos varia de acordo com diversos fatores, a depender da frequência da ingestão, da quantidade, do contexto da dieta e de outros fatores de risco já existentes.
O Ministério da Saúde reforça que esses produtos não causam câncer de forma isolada, mas podem atuar como fatores de risco, ainda mais quando estiverem associados a sedentarismo, obesidade e predisposição genética.
Alguns que merecem atenção são carnes embutidas como salsicha, linguiça, presunto e bacon.
Esses produtos contêm nitritos, nitratos e nitrosaminas, substâncias que podem reagir com proteínas no trato intestinal e provocar danos ao DNA das células.
No caso dos alimentos enlatados, o risco está associado ao Bisfenol A (BPA), presente no revestimento interno das latas. Situações como aquecimento, resfriamento ou contato com alimentos ácidos podem facilitar a migração dessa substância para o alimento.
Frituras, bebidas alcoólicas e refrigerantes também contêm aditivos capazes de provocar processos inflamatórios no organismo.
Já os produtos refinados, como açúcar e farinha branca, quando consumidos em excesso, estão associados ao estímulo do crescimento de células cancerígenas.
Além da presença de compostos nocivos, é importante destacar que o consumo de carnes embutidas e ultraprocessados pode substituir o consumo de fibras, frutas, vegetais e outros compostos antioxidantes.
Esse padrão alimentar também favorece o ganho de peso, condição que aumenta a resistência à insulina e pode contribuir para o desenvolvimento de tumores.
Classificação Indicativa: Livre