Farinha Lima

O boteco do Cacique

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Dos corredores de Brasília aos bares da Augusta, os episódios que mostram que a política brasileira nunca dorme  |   BNews SP - Divulgação Foto: Imagem feita por IA
Farinha Lima

por Farinha Lima

Publicado em 18/03/2026, às 07h00



Um famoso cacique Paulista acostumado a comandar seus liderados com punhos de ferro esconde um segredo que poucos sabem e Farinha Lima vai revelar. O moçoilo frequenta um Boteco na famosa rua Augusta onde o público é 100% LGBT.

Dizem por lá, que ele chega sempre às quartas-feiras, pós-expediente, de boné e jaquetão de couro, sempre acompanhado do seu musculoso assessor. Será que o cacique faz chover na tribo?

Conclave da madrugada

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Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do banqueiro Daniel Vorcaro revelam um roteiro de encontros que parece reunir, na mesma sala, política, Judiciário e bastidores de Brasília.

Em conversa com a então namorada, ele disse que estava com o ministro Alexandre de Moraes quando apareceram o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o senador Ciro Nogueira para falar com o magistrado. Em outra mensagem, contou que Motta teria ficado em reunião com ele até quase 3h da manhã, curioso para “saber de tudo no detalhe”.

As conversas surgem na investigação que embasou mais uma fase da Operação Compliance Zero e reforçam uma velha impressão da capital: em Brasília, certas agendas atravessam a madrugada com a mesma facilidade com que cruzam os corredores do poder.

Erika x Ratinho

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A escolha da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara virou mais um capítulo da já conhecida guerra cultural de Brasília. O deputado Maurício Neves (PP-SP), em pré-campanha no partido comandado pelo senador Ciro Nogueira, lançou um abaixo-assinado nas redes contra a eleição da primeira deputada trans do país e afirmou que ela não teria a “essência” feminina, ressuscitando até a hashtag #EleNão usada contra Jair Bolsonaro em 2018.

No embalo da polêmica, o apresentador Ratinho comentou o caso em seu programa no SBT, foi acusado de transfobia e acabou alvo de um pedido de investigação protocolado por Hilton no Ministério Público de São Paulo. O que era para ser apenas a eleição de uma comissão acabou virando mais um debate inflamado nas redes e fora delas.

Gafe em Peruíbe

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Em sessão na Câmara de Peruíbe, o vereador Julinho (União) resolveu descrever a pobreza de alguns bairros da cidade com uma comparação que rapidamente atravessou o país. Ao falar sobre áreas atingidas pelas chuvas no litoral paulista, disse que certos lugares eram tão “feios” que pareciam “Nordeste”, declaração que repercutiu nas redes e gerou críticas imediatas.

Depois do barulho, o parlamentar afirmou que não quis ofender a região nem seus moradores e que apenas tentou expressar o choque ao encontrar situações de extrema pobreza no próprio município.

No fim, o comentário que pretendia denunciar abandono acabou expondo outro problema bem brasileiro: quando a comparação vira preconceito antes mesmo de terminar a frase.

Nunes no vermelho

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O prefeito Ricardo Nunes fechou mais um ano com as contas da Prefeitura de São Paulo no vermelho, ainda que em versão “light”: déficit de R$ 120 milhões após arrecadar R$ 123,451 bilhões e gastar R$ 123,571 bilhões.

O rombo é bem menor que o de quase R$ 7 bilhões registrado no ano anterior, mas mesmo assim teria rendido puxões de orelha no secretariado durante reuniões internas. Oficialmente, a gestão afirma que não há motivo para drama e lembra que a cidade mantém mais de R$ 13 bilhões em caixa e já cancelou parte dos chamados restos a pagar.

Na prática, o discurso público é de tranquilidade fiscal, enquanto nos bastidores a calculadora segue trabalhando para que o vermelho não vire tradição no balanço municipal.

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