Polícia

Caso Larissa: uma semana depois, morte de esposa de PM segue sem resposta

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Investigação analisa a trajetória do disparo, lesões encontradas no corpo e vestígios na casa onde Larissa, técnica em radiologia, foi morta  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Redes Sociais
Andrezza Souza

por Andrezza Souza

Publicado em 13/09/2026, às 14h00



Uma semana após a morte de Larissa Cruz Morata, de 29 anos, a Polícia Civil ainda tenta esclarecer o que aconteceu na casa onde ela vivia com o marido, o soldado da Polícia Militar Vinicius Costa Silva, de 26 anos, em Embu das Artes, na Grande São Paulo.

A técnica em radiologia foi encontrada morta no domingo (6), com um tiro na cabeça. Vinicius estava no imóvel e afirmou aos policiais que a esposa havia cometido suicídio. O caso foi registrado inicialmente como morte suspeita e também passou a ser investigado como possível feminicídio.

O soldado foi preso temporariamente no dia seguinte, durante o velório de Larissa. Segundo a delegada Bruna Crippa, responsável pela investigação, elementos encontrados pela perícia não seriam compatíveis com a versão apresentada pelo policial.

Perícia encontrou 17 lesões

Um dos pontos analisados é a trajetória do disparo. Larissa foi encontrada com um ferimento próximo ao ouvido esquerdo. Familiares afirmam que ela não era canhota.

O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontou traumatismo cranioencefálico provocado pelo disparo. O exame indicou que o tiro ocorreu de trás para frente e da esquerda para a direita, com o projétil saindo pelo lado direito da têmpora.

O corpo apresentava ainda ao menos 17 lesões, incluindo roxos nas mãos e nas pernas e escoriações na região cervical e no joelho esquerdo.

Também foram encontrados fios de cabelo presos à calça da vítima, sem manchas de sangue. Material das extremidades das unhas foi recolhido para uma possível análise de vestígios.

Casa passou por nova perícia

O imóvel onde Larissa morava com o marido passou por uma nova perícia. Imagens da suíte mostram o box de vidro estilhaçado e marcas de sangue no chão.

No banheiro, os investigadores utilizaram luminol para procurar vestígios de sangue. Um scanner 3D também foi usado para reconstruir o ambiente e ajudar na análise da dinâmica da morte.

A defesa de Vinicius mantém a versão de que Larissa tirou a própria vida. Os advogados afirmam que vão apresentar mensagens que, segundo eles, indicariam que ela teria mencionado pensamentos suicidas diante de um possível fim do relacionamento.

A família contesta essa versão. A avó de Larissa afirmou que a jovem tinha planos para o futuro e negou que ela estivesse enfrentando problemas relacionados à separação.

Vinicius permanece preso temporariamente no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo. A Polícia Civil continua analisando depoimentos, perícias e outros vestígios para esclarecer o que aconteceu na residência.

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