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Caso Larissa: veja nova foto da suíte onde mulher foi encontrada morta em SP

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Imagem revela box estilhaçado e marcas de sangue no banheiro da residência em Embu das Artes; Larissa Morata foi morta no último domingo (6)  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Redes Sociais
Amanda Ambrozio

por Amanda Ambrozio

Publicado em 12/09/2026, às 08h00



Uma nova perícia na casa onde Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, foi encontrada morta deve ajudar a Polícia Civil a esclarecer as circunstâncias da morte da técnica em radiologia, em Embu das Artes, na Grande São Paulo.

Imagens da suíte mostram o box do banheiro estilhaçado e marcas de sangue no chão, elementos que serão analisados pelos peritos.

Larissa morreu no último domingo (6), com um tiro na cabeça. O marido dela, o soldado da Polícia Militar Vinicius Costa Silva, de 26 anos, está preso desde a tarde seguinte, suspeito de feminicídio.

No entanto, a defesa dele sustenta que a morte foi um suicídio.

Perícia usa luminol e scanner 3D

Os novos exames realizados pela Polícia Científica incluem o uso de luminol, substância que reage com o ferro presente no sangue e pode revelar vestígios mesmo quando não são visíveis a olho nu.

Os peritos também devem utilizar um scanner 3D para reconstruir digitalmente o ambiente e analisar a posição dos objetos e dos envolvidos no momento do disparo. A tecnologia já foi empregada em outra investigação de grande repercussão envolvendo a morte da policial militar Gisele Alves Santana.

A nova análise ocorre depois que o laudo necroscópico apontou ao menos 17 lesões no corpo de Larissa, entre elas roxos nas mãos e nas pernas e escoriações na região cervical e no joelho esquerdo.

O exame também indicou a trajetória do tiro. Segundo o documento, o disparo foi realizado de trás para frente e da esquerda para a direita. O projétil entrou pela região posterior e superior à orelha esquerda e saiu pela têmpora direita.

Segundo o portal Metrópoles, a perícia ainda identificou fios de cabelo soltos presos à calça de Larissa, sem manchas de sangue.

Polícia investiga versões sobre a morte

O caso foi inicialmente registrado como morte suspeita, depois que Vinicius afirmou aos policiais que a esposa havia tirado a própria vida.

Ele contou que os dois haviam conversado sobre o fim do relacionamento e que estava dormindo quando acordou após ouvir um barulho que imaginou ser de vidro quebrando.

A Polícia Civil, entretanto, encontrou elementos que divergiriam da versão apresentada pelo soldado. Segundo a delegada responsável pelo caso, Bruna Crippa, os investigadores tiveram acesso a informações de natureza pericial que levantaram dúvidas sobre a dinâmica da morte.

Um dos pontos analisados é a posição do ferimento provocado pelo disparo. Familiares afirmam que Larissa não era canhota, enquanto o tiro atingiu a região próxima ao ouvido esquerdo.

O exame toxicológico também foi solicitado, mas ainda aguardava resultado até a noite de sexta-feira (11).

Irmã de policial também é investigada

Além de Vinicius, a Polícia Civil passou a investigar Thamires Costa Mathias, irmã do PM. Na quinta-feira (10), investigadores cumpriram um mandado de busca e apreensão contra ela.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP), Thamires estava na residência do casal no momento em que Larissa foi baleada. Em depoimento, ela afirmou que estava no imóvel para cuidar do sobrinho, de dois anos, filho de Larissa e Vinicius.

A jovem de 19 anos não foi localizada inicialmente pela polícia em casa. Mais tarde, porém, compareceu à delegacia e entregou o próprio celular aos investigadores.

No mesmo dia, a Polícia Civil ouviu cinco familiares de Larissa.

Defesa mantém versão de suicídio

A defesa de Vinicius Costa Silva classifica a morte como uma “fatalidade” e afirma que o policial relatou desde o início que Larissa teria tirado a própria vida.

Segundo os advogados, o casal havia terminado o relacionamento no domingo, mas mantinha uma relação amistosa por causa do filho. A defesa também afirma que não havia histórico anterior de violência entre os dois.

Os representantes do soldado dizem ainda que Thamires é uma testemunha importante e que ela teria acionado o 190 e o atendimento de emergência após perceber o ocorrido, além de ter permanecido no imóvel até a chegada das autoridades.

A defesa pretende apresentar aos investigadores conversas anteriores entre Larissa e familiares de Vinicius que, segundo os advogados, indicariam que ela teria manifestado pensamentos relacionados à possibilidade de tirar a própria vida diante de uma eventual separação.

O advogado afirma que os depoimentos, mensagens e principalmente os exames periciais deverão esclarecer a dinâmica dos acontecimentos. Enquanto isso, a Polícia Civil mantém abertas as duas principais hipóteses: feminicídio ou suicídio.

Classificação Indicativa: Livre

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