Polícia

Empresário é morto durante assalto; dupla acaba presa no interior de SP

Foto: Reprodução/Jamie Rafael/TV TEM
Suspeitos foram detidos na Rodovia Raposo Tavares com armas e dinheiro; polícia investiga como criminosos souberam da quantia mantida pela vítima  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Jamie Rafael/TV TEM
Andrezza Souza

por Andrezza Souza

Publicado em 15/07/2026, às 21h05



Um empresário de 46 anos foi morto durante um assalto na manhã de terça-feira (14), em Campina do Monte Alegre, no interior de São Paulo. Dois homens, de 45 e 54 anos, foram presos horas depois suspeitos de participação no crime, que é investigado como latrocínio, roubo seguido de morte.

De acordo com a Polícia Militar, os suspeitos foram abordados no quilômetro 177 da Rodovia Raposo Tavares (SP-270). No veículo em que estavam, os policiais encontraram armas de fogo e uma grande quantia em dinheiro.

Criminosos se passaram por agentes para entrar na residência

Foto: Reprodução/Jamie Rafael/TV TEM
Foto: Reprodução/Jamie Rafael/TV TEM

Segundo as investigações, a dupla teria se apresentado como integrantes da Vigilância Sanitária para conseguir acesso à casa do empresário, identificado como Rogério Ferreira Silva, proprietário de uma madeireira na cidade.

Após entrarem no imóvel, os suspeitos renderam a mãe da vítima. Pouco tempo depois, quando Rogério chegou de carro à residência, foi atingido por disparos de arma de fogo ainda dentro do veículo.

A dupla fugiu levando cerca de R$ 186 mil, conforme apurado pela Polícia Militar.

Prisão ocorreu na Raposo Tavares

Durante as buscas, policiais localizaram o automóvel utilizado pelos suspeitos e realizaram a abordagem na Rodovia Raposo Tavares.

Além das armas e do dinheiro, foi constatado que o veículo possuía registro de roubo na cidade de Cerquilho, também no interior paulista.

Os dois suspeitos, moradores de Sorocaba, foram presos em flagrante.

Polícia investiga possível informação privilegiada

Responsável pelo caso, o delegado Franco Augusto Costa Ferreira informou que a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva nesta quarta-feira (15).

Segundo o delegado, os investigados responderão por latrocínio consumado, com emprego de arma de uso restrito, além dos crimes de adulteração de sinal identificador de veículo automotor e receptação.

A motivação do crime ainda está sendo apurada. De acordo com o delegado, há indícios de que os suspeitos tinham conhecimento prévio da quantia em dinheiro mantida pela vítima.

"O que foi apurado é que os autores teriam informações privilegiadas a respeito do volume de dinheiro que estava em posse da vítima", afirmou Franco Augusto Costa Ferreira em entrevista à TV TEM.

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