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Estado de SP registra queda no número de feminicídios em maio, aponta SSP

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Queda no número de feminicídios foi observada em diferentes regiões do estado de SP  |   BNews SP - Divulgação Divulgação/Governo de SP
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 01/07/2026, às 07h58



O número de feminicídios registrados no estado de São Paulo no mês de maio registraram queda em comparação ao mesmo período do ano passado. É o que mostram dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP). Houve uma redução de 26 para 18 no número de ocorrências

Segundo a SSP, na capital paulista e região metropolitana os casos passaram de 11 para nove crimes no período. No interior, a queda foi de 15 para nove registros. A coordenadora das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) do estado, delegada Cristiane Braga, associou o resultado às ações desenvolvidas pelo Governo de São Paulo para fortalecer a rede de proteção e incentivar as denúncias de violência doméstica ou familiar. 

“O feminicídio normalmente é o último estágio de uma sequência de violências que, muitas vezes, já vinha sendo praticada contra a mulher. Se não há denúncia, não temos como saber que há um problema ali”, esclareceu.

Os dados mostram que o enfrentamento ao feminicídio segue como um desafio permanente para as forças de segurança e para toda a rede de proteção às mulheres. Entre janeiro e maio, foram registrados 124 casos em todo o estado, ante 107 ocorrências no mesmo período de 2025. A alta foi puxada pelos crimes que aconteceram no interior paulista: foram 85 mortes entre janeiro e maio deste ano. Na cidade de São Paulo, os registros passaram de 29 para 21 casos. Na Região Metropolitana, houve leve redução, de 19 para 18 ocorrências.

“Quanto mais cedo essa vítima consegue acessar os canais de atendimento e denunciar o agressor, maiores são as chances de interromper esse ciclo e evitar uma tragédia. Por isso, trabalhamos continuamente para ampliar o acesso das mulheres aos serviços especializados e garantir que elas encontrem acolhimento e proteção”, acrescentou a delegada.

A comandante-geral da Polícia Militar, coronel Glauce Anselmo Cavalli, destacou que o combate à violência contra a mulher tem sido uma das prioridades da corporação.

“Nenhum caso de feminicídio é aceitável. Por isso, temos investido em ações preventivas, no fortalecimento dos canais de atendimento e na capacitação permanente dos policiais para acolher e proteger as vítimas. A redução registrada em maio é um resultado importante, mas seguimos atuando de forma incansável para preservar vidas e garantir que as mulheres se sintam seguras para denunciar qualquer tipo de violência”, disse.

Segundo as autoridades, a participação da sociedade também é fundamental nesse enfrentamento. Familiares, amigos, vizinhos e pessoas próximas podem ajudar a identificar situações de risco e incentivar as vítimas a procurar ajuda antes que a violência se agrave.

Políticas para enfrentamento à violência contra a mulher

São Paulo foi o primeiro estado do país a criar uma Delegacia de Defesa da Mulher e atualmente conta com 144 unidades especializadas. Além do atendimento presencial, as vítimas podem registrar ocorrências por meio da DDM Online e das Salas DDMs Online, ampliando o acesso ao atendimento policial especializado, ao acolhimento e à solicitação de medidas protetivas.

Em abril deste ano, o Governo de São Paulo e o Tribunal de Justiça firmaram parceria para ampliar o monitoramento eletrônico de agressores em todo o estado. Atualmente, estão disponíveis 1.250 equipamentos entre tornozeleiras eletrônicas e dispositivos de acompanhamento.

Mais recentemente, a Polícia Militar criou a Patrulha SP Mulher Segura, especializada na atuação ostensiva e preventiva em ocorrências de violência doméstica, especialmente nos casos relacionados à Cabine Lilás e aos acionamentos do botão do pânico do aplicativo.

Também foi lançado o Espaço Lilás, programa que prevê a instalação de estruturas especializadas dentro de batalhões, companhias e demais unidades da Polícia Militar para fortalecer o acolhimento e o atendimento de mulheres em situação de violência doméstica e familiar.

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