Polícia

Homem é preso após atuar como falso médico e errar exame no Litoral de SP

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O empresário foi condenado a 2 anos de prisão após atuar como falso médico na cidade de Cananéia; ele atendeu dezenas de pessoas sem registro legal  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Redes Sociais
Amanda Ambrozio

por Amanda Ambrozio

Publicado em 03/08/2026, às 13h10



O empresário Wellington Augusto Mazini Silva, de 28 anos, foi condenado a 2 anos e 8 meses de prisão em regime inicial fechado, além de 1 ano e 10 meses de detenção em regime semiaberto, por atuar como falso médico em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de Cananéia, no litoral de São Paulo.

A decisão foi proferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), e cabe recurso.

Preso desde o início de janeiro deste ano, Wellington atendeu dezenas de pacientes na UBS Dr. Marcondes de Andrade entre os dias 6 e 7 de janeiro.

Lá, ele realizou exames de ultrassom e assinou laudos utilizando registros profissionais de outros médicos, mesmo sem formação em Medicina ou inscrição no Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).

Segundo a sentença, ele foi condenado pelos crimes de falsa identidade, tentativa de estelionato, exercício ilegal da medicina, falsificação de documentos particulares e exposição da vida ou da saúde de terceiros a perigo.

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Erros em exames revelaram a fraude

O esquema foi descoberto após um paciente procurar a direção da unidade para questionar um laudo que apontava uma vesícula íntegra, embora ele já tivesse retirado o órgão em uma cirurgia anterior.

Ao ser confrontado, Wellington demonstrou nervosismo e refez parcialmente o exame.

As investigações também apontaram que o falso médico não conseguiu identificar corretamente o sexo de um bebê nem estimar a idade gestacional de uma mulher grávida de oito meses durante exames de ultrassom.

Diante das inconsistências, a direção da UBS consultou o registro profissional informado por Wellington e constatou que ele pertencia a outro médico.

A Polícia Militar foi acionada e prendeu o empresário em flagrante, de acordo com o Metrópoles.

Condenado confessou que receberia R$ 2 mil

Durante as investigações, Wellington admitiu que receberia cerca de R$ 2 mil pelos atendimentos realizados na unidade de saúde.

Na época da prisão, a Prefeitura de Cananéia informou que nenhum paciente seria prejudicado e convocou todas as pessoas atendidas pelo falso médico para repetir os exames, garantindo a revisão dos diagnósticos e a continuidade do atendimento por profissionais habilitados.

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