Polícia

Influenciador é preso após investigação sobre exploração infantil na internet

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Suspeito usava redes sociais para aliciar crianças e adolescentes com promessas ligadas a jogos online  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Divulgação/Governo de SP/SSP
Andrezza Souza

por Andrezza Souza

Publicado em 02/07/2026, às 06h30



Um influenciador digital de 24 anos foi preso durante uma operação que investigava crimes de exploração sexual contra crianças e adolescentes praticados pela internet. A prisão ocorreu na terça-feira (30), em Florianópolis (SC), após investigação conduzida pela 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia, do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil de São Paulo.

A ação, batizada de Operação Game Over, contou com o apoio das Polícias Civil e Científica de Santa Catarina. Além do mandado de prisão temporária, os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência do investigado.

Durante a operação, foram apreendidos um computador e um telefone celular. Na análise preliminar do computador, os policiais localizaram arquivos com conteúdo de pornografia infantojuvenil.

Suspeito usava popularidade para aliciar vítimas

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Foto: Reprodução/Divulgação/Governo de SP/SSP

Segundo as investigações, o homem possui mais de 200 mil seguidores nas redes sociais, onde produzia conteúdo voltado ao público infantojuvenil, principalmente relacionado a uma plataforma de jogos online.

De acordo com a apuração, ele prometia às vítimas o envio de moedas virtuais utilizadas no jogo e o aumento do número de seguidores nas redes sociais em troca de fotografias e vídeos de conteúdo sexual.

Após receber os primeiros arquivos, o suspeito passava a ameaçar divulgar o material aos familiares caso as vítimas não enviassem novos conteúdos íntimos.

Investigação começou após denúncia

As investigações tiveram início depois que a família de uma criança de 10 anos procurou a polícia para denunciar o caso. Durante o cumprimento dos mandados judiciais, os policiais identificaram uma segunda vítima, o que reforçou a suspeita de que outras crianças e adolescentes também possam ter sido aliciados.

A delegada Sandra Buzati, da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do DHPP, destacou que a atuação conjunta entre as forças de segurança foi decisiva para a operação.

"Crimes praticados no ambiente virtual não respeitam fronteiras. A integração entre as Polícias Civis dos estados permite compartilhar informações, agilizar o cumprimento de medidas judiciais e impedir que criminosos utilizem a distância geográfica para escapar da responsabilização. Essa cooperação é essencial para proteger crianças e adolescentes e fortalecer o combate à criminalidade."

As diligências continuam para identificar possíveis novas vítimas e aprofundar as investigações sobre a atuação do suspeito.

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