Polícia
A Polícia Civil de São Paulo realizou nesta sexta-feira (20) mais um desdobramento da Operação Apertem os Cintos, investigação que apura a atuação de uma rede criminosa envolvida na exploração sexual de crianças e adolescentes.
Nesta terceira etapa da operação, uma mulher foi presa na zona sul da capital paulista, suspeita de participar diretamente do esquema investigado pelas autoridades.
A prisão foi realizada por agentes da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia, unidade especializada vinculada ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Além do mandado de prisão temporária, também foi cumprido um mandado de busca e apreensão no endereço da investigada, segundo informações da Agência SP.
Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil, o caso envolve um grupo organizado que atuava no aliciamento e exploração sexual de menores.
Até o momento, os investigadores já identificaram pelo menos dez vítimas ligadas ao esquema, nove menores de idade e uma maior.
A mulher presa nesta nova fase da operação é apontada como uma das responsáveis por recrutar outras mulheres para integrar a rede criminosa.
Além disso, ela também é investigada por compartilhar material pornográfico envolvendo crianças, inclusive pessoas de seu próprio círculo familiar, o que agravou a situação nas apurações.
A operação teve início após meses de trabalho investigativo. As primeiras diligências começaram ainda em outubro de 2025, quando surgiram indícios da atuação de um grupo ligado à exploração sexual infantil.
A partir dessas evidências, a Polícia Civil passou a monitorar os envolvidos e reunir provas para fundamentar as ações judiciais.
A primeira etapa da Operação Apertem os Cintos ocorreu em fevereiro deste ano e resultou nas primeiras prisões e apreensões relacionadas ao caso.
Já na segunda fase, realizada recentemente no estado do Espírito Santo, outra mulher suspeita foi detida e novas vítimas foram identificadas, entre elas, uma criança de apenas três anos.
Com a prisão realizada nesta sexta-feira, o número de detidos na investigação chegou a seis pessoas, sendo um homem e cinco mulheres suspeitos de participação no esquema criminoso.
Apesar dos avanços, a investigação ainda não foi encerrada. A Polícia Civil segue analisando materiais apreendidos durante as operações, incluindo dispositivos eletrônicos e outros objetos que podem contribuir para esclarecer a extensão da rede criminosa.
Os próximos passos incluem a realização de interrogatórios, a análise de laudos periciais e o possível indiciamento dos envolvidos. As autoridades também trabalham para identificar outras vítimas e possíveis participantes do esquema.
O caso segue sob responsabilidade da delegacia especializada, que continua conduzindo diligências para concluir o inquérito e garantir que todos os responsáveis sejam responsabilizados.
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