Polícia
Uma investigação aponta que uma delegada da Polícia Civil de São Paulo e um integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC), que mantinham um relacionamento amoroso, compraram uma padaria para realizar lavagem de dinheiro. As informações foram confirmadas pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo.
O casal, composto por Layla Lima Ayub e Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como Dedel, foi preso após a polícia descobrir que os dois teriam comprado a padaria por R$ 40 mil para lavar dinheiro. De acordo com a CNN, Layla havia assumido o cargo de delegada no final de dezembro de 2025.
Antes disso, ela também atuou como advogada de presos integrantes do PCC que respondiam por tráfico de drogas e associação criminosa.
A prisão do casal ocorreu durante a Operação Serpens, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo em colaboração com a Corregedoria-Geral da Polícia Civil paulista e com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Pará.
O companheiro da delegada, Dedel, já é conhecido da Justiça por ter sido apontado como responsável pela expansão da facção na região Norte do país. Ele cumpria liberdade condicional, mas descumpriu a medida ao deixar seu estado de origem para viver um relacionamento com a delegada.
Durante a operação, os investigadores também cumpriram outros sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e Marabá.
Em coletiva de imprensa, realizada nesta última sexta-feira (16), a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afirmou que o caso foi inicialmente identificado pela corregedoria do órgão, que determinou a abertura da investigação contra a delegada.
"Essa ação mostra que não hesitamos em cortar na própria carne. Assim que a nossa corregedoria identificou indícios de irregularidades, foi instaurada uma investigação que resultou no pedido de prisão à Justiça, em parceria com o Ministério Público. Temos mecanismos rígidos de controle para impedir que pessoas que atuam na ilegalidade integrem nossas forças de segurança", afirmou o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, aos jornalistas.
Classificação Indicativa: Livre