Polícia

PM que matou Leandro Lo volta a ser demitido por Tarcísio

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Medida restabelece o desligamento do tenente Henrique Velozo, que matou o campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo em 2022  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Redes Sociais
Amanda Ambrozio

por Amanda Ambrozio

Publicado em 21/10/2026, às 10h50



O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a confirmar a demissão do tenente da Polícia Militar, Henrique Otávio Oliveira Velozo, responsável pelo disparo que matou o campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo, em agosto de 2022.

A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira (21), segundo o portal Metrópoles.

A medida suspende os efeitos de um decreto publicado em 29 de setembro de 2026, que havia interrompido a eficácia da primeira demissão do policial, determinada em agosto deste ano.

Com a nova publicação, o desligamento de Velozo da corporação volta a produzir efeitos. Até então, o tenente estava afastado das funções e recebia um terço do salário, de R$ 12.697,38, conforme o regime disciplinar previsto em lei.

PM foi absolvido pelo júri em 2025

A morte de Leandro Lo aconteceu em agosto de 2022, durante um evento em um clube na cidade de São Paulo. Na ocasião, o lutador, então com 33 anos, se envolveu em uma discussão com Velozo.

Segundo a versão apresentada sobre o caso, o tenente se aproximou da mesa do atleta com uma garrafa. Lo o derrubou e o imobilizou, mas, depois de ser solto, o policial se levantou, sacou uma arma e atirou na cabeça do lutador.

Velozo foi preso em flagrante e denunciado pelo Ministério Público por homicídio com três qualificadoras: motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

A defesa sustentou que o policial agiu em legítima defesa. Em 14 de novembro de 2025, os jurados acolheram essa tese e absolveram o tenente.

Tenente ficou afastado e recebia um terço do salário

Durante o período em que os efeitos da demissão ficaram suspensos, Velozo permaneceu afastado da Polícia Militar, submetido a um regime disciplinar que restringia suas atividades na corporação.

Além de receber apenas um terço da remuneração, o policial estava proibido de usar uniforme e não podia ser promovido durante o afastamento.

A decisão de Tarcísio publicada nesta quarta-feira restabelece os efeitos do desligamento administrativo do tenente.

O caso envolve, portanto, duas esferas distintas: a responsabilização criminal pela morte de Leandro Lo, que terminou com a absolvição pelo Tribunal do Júri, e a decisão administrativa do governo paulista sobre a permanência do policial na corporação.

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