Polícia

Quase 200 suspeitos de violência contra a mulher são presos em SP

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Prisões foram realizadas durante uma operação da Polícia Civil na quinta (2); alvos já eram procurados por violência doméstica  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação/Governo de SP
Amanda Ambrozio

por Amanda Ambrozio

Publicado em 03/07/2026, às 12h21 - Atualizado às 12h22



A Polícia Civil de São Paulo realizou na quinta-feira (2) uma ação chamada de "Dia D da Operação Mulher Protegida", que prendeu 174 suspeitos de violência contra a mulher em diversas regiões da capital paulista. 

Segundo o balanço da operação, 98 prisões efetuadas em flagrante e 76 por meio do cumprimento de mandados de prisão preventiva ou definitiva.

Durante as diligências em campo, as equipes policiais também formalizaram 689 pedidos de medidas protetivas de urgência junto ao Poder Judiciário. A ação também contou com o apoio das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) paulistas.

De acordo com a delegada e secretária de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni, o objetivo da operação foi reforçar a integração entre prevenção, acolhimento e responsabilização dos agressores

“Cada mandado cumprido representa uma resposta concreta do poder público para interromper ciclos de violência”, declarou a delegada.

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Estrutura de atendimento e registros estatísticos

As ações policiais ocorrem em um cenário de monitoramento dos índices criminais de feminicídio no estado.

Indicadores estatísticos da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) apontam que, entre janeiro e abril, foram contabilizados 107 casos de feminicídio em solo paulista.

Segundo a CNN Brasil, esses números representam uma elevação em comparação com os registros do mesmo período em anos anteriores.

Segundo os dados oficiais compilados nos primeiros quatro meses, o comportamento das notificações apresentou a seguinte distribuição mensal:

  • Janeiro: 27 ocorrências;
  • Fevereiro: 30 ocorrências;
  • Março: 30 ocorrências;
  • Abril: 20 ocorrências.

Expansão da rede de acolhimento e policiamento

Para fazer frente à demanda de denúncias e qualificar o atendimento especializado, o governo estadual informou que mantém em operação uma estrutura composta por 144 unidades físicas de Delegacias de Defesa da Mulher, além de 220 postos de atendimento virtual e remoto para o registro de boletins de ocorrência.

O efetivo conta com mais de 650 policiais civis para o atendimento de crimes baseados em gênero.

A infraestrutura de segurança pública dispõe ainda do suporte operacional da Patrulha SP Mulher Segura, unidade responsável pelo monitoramento preventivo e pela fiscalização do cumprimento das medidas protetivas expedidas pelos juizados de violência doméstica.

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