Polícia

"Velho safado": homem admitiu matar amiga da filha após ser xingado em SP

Foto: Reprodução/TV Globo
Em depoimento à Polícia Civil, homem de 53 anos admitiu ter planejado a ação contra a jovem na cidade de Pontal, no interior de SP  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/TV Globo
Amanda Ambrozio

por Amanda Ambrozio

Publicado em 07/06/2026, às 15h40



A investigação sobre a morte de Geniane Pereira, de 20 anos, teve novos desdobramentos com o depoimento do acusado, Cleomar Borges Gomes, de 53 anos.

O crime aconteceu em abril deste ano no município de Pontal, no interior de São Paulo. Em maio, Cleomar teve a denúncia aceita pela Justiça e se tornou réu pelo homicídio, que foi registrado por câmeras de segurança.

Em sua declaração à Polícia Civil, Cleomar alegou que agiu por vingança após um desentendimento verbal com a vítima.

“Fiquei só lembrando o que ela tinha falado pra mim. Eu ajudei a menina, eu nem conheço a menina e ajudei e agora eu sou o velho safado”, disse o homem.

No entanto, depoimentos de testemunhas colhidos pelas autoridades apontam para uma versão diferente, indicando que a jovem sofria assédio por parte do acusado e não respondia às investidas.

De acordo com o portal Metrópoles, o réu negou essa versão em seu depoimento.

Foto: Reprodução/Polícia Civil
Foto: Reprodução/Polícia Civil

Dinâmica do ocorrido e prisão

De acordo com as investigações policiais, o crime foi planejado como uma emboscada na manhã do último dia 24 de abril, momento em que Geniane e a filha do acusado caminhavam juntas em direção ao trabalho.

As imagens das câmeras de segurança da via pública mostraram o momento em que o homem aguardava em uma esquina e atacou a vítima com uma faca assim que as duas jovens se aproximaram.

A amiga da vítima correu do local para buscar ajuda. Após a ação, o agressor fugiu do local.

A jovem chegou a ser socorrida e encaminhada a uma unidade hospitalar da região, mas não resistiu aos ferimentos causados pelas facadas.

Andamento do processo judicial

Cleomar foi localizado e detido pelas forças de segurança cinco dias após o ocorrido, na cidade vizinha de Ribeirão Preto.

Ele permanece preso preventivamente aguardando as próximas etapas do processo legal. Até o momento, o Tribunal de Justiça não definiu a data em que ocorrerá o julgamento do réu.

A defesa do acusado não foi localizada para se pronunciar sobre o caso.

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