Política

Avaliação negativa do STF chega a 47%, aponta Datafolha

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Pesquisa Datafolha mostra que a avaliação negativa do STF chegou a 47%, maior índice registrado desde o início da série histórica em 2019  |   BNews SP - Divulgação Foto: Antonio Augusto/STF
Andrezza Souza

por Andrezza Souza

Publicado em 26/09/2026, às 21h07



A avaliação negativa do trabalho dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) chegou a 47%, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (26). Em maio, o índice era de 40%. O percentual atual é o maior registrado desde o início da série histórica, em 2019.

A pesquisa mostra que 18% dos entrevistados consideram o trabalho da Corte ótimo ou bom. Outros 31% avaliam a atuação como regular, enquanto 4% não opinaram.

Entre os eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 32% classificam o trabalho dos ministros como ótimo ou bom. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), o índice é de 6%.

Na avaliação negativa, 69% dos eleitores de Flávio Bolsonaro consideram o trabalho do STF ruim ou péssimo. Entre os eleitores de Lula, são 24%.

O levantamento também perguntou aos entrevistados sobre os efeitos da atuação do STF nas candidaturas de Lula e Flávio Bolsonaro. Para 33%, a Corte prejudica mais do que beneficia a candidatura de Flávio. Em relação a Lula, 23% deram essa resposta.

Condutas de ministros

O Datafolha avaliou ainda a opinião dos eleitores sobre seis possíveis condutas de ministros do STF durante o exercício do cargo.

A situação com maior rejeição foi a possibilidade de um ministro julgar um processo envolvendo uma pessoa cujo advogado seja seu parente. Para 88%, a prática é inaceitável.

Aceitar convites para eventos pagos por empresas com ações no tribunal foi considerado inaceitável por 85%. Já tomar decisões que beneficiem ou prejudiquem candidatos à Presidência durante o período eleitoral teve rejeição de 82%.

Outras três condutas também foram rejeitadas pela maioria. Ser sócio de uma empresa privada durante o exercício do cargo e receber pagamentos por palestras de empresas privadas tiveram 78% de rejeição.

Dar entrevistas ou opiniões públicas sobre processos em julgamento foi considerado inaceitável por 71%.

Código de ética

A pesquisa também perguntou sobre a criação de um código de ética específico para ministros do STF.

Ao todo, 45% dos entrevistados apoiam a proposta. Desses, 23% são totalmente favoráveis e 23% apoiam parcialmente. Outros 33% são contrários, 5% não são a favor nem contra e 17% não souberam responder.

O apoio chega a 53% entre eleitores de Lula e a 41% entre os de Flávio Bolsonaro. A aprovação também varia conforme a renda familiar: é de 39% entre quem recebe até dois salários mínimos e chega a 66% entre aqueles com renda superior a cinco salários mínimos.

A proposta de um código de ética é uma das iniciativas defendidas pelo ministro Edson Fachin na presidência do STF. Em fevereiro, ele anunciou Cármen Lúcia como relatora da proposta.

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