Política

Profissionais da saúde decretam greve em São Paulo e marcam paralisação geral

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Entenda o motivo do impasse entre a categoria e a Prefeitura de São Paulo, que promete afetar atendimentos em unidades de saúde  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Redes Sociais
Marina do Val

por Marina do Val

Publicado em 28/08/2026, às 12h22



Os profissionais da saúde que atuam em Organizações Sociais (OSs), Santas Casas, hospitais filantrópicos e na rede municipal de São Paulo aprovaram o estado de greve após um impasse nas negociações coletivas anuais com a Prefeitura da capital.

Representados pelo Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem e Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de São Paulo (Sinsaudesp), os trabalhadores já agendaram a suspensão total das atividades e um protesto em frente à sede do órgão público municipal para a próxima quinta-feira (3).

Motivo do impasse

A principal insatisfação da categoria envolve a disparidade no reajuste do vale-alimentação concedido a diferentes grupos da área da saúde.

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) elevou para R$ 500 o benefício dos agentes comunitários de saúde, enquanto o valor voltado aos auxiliares e técnicos de enfermagem permaneceu congelado em R$ 200.

Segundo entrevista para o Metrópoles, Agostinho Teixeira, representante do Sinsaudesp, a gestão municipal não se abriu ao diálogo para negociar uma equiparação com o restante da categoria.

Ele afirmou que, enquanto os agentes comunitários receberam um aumento expressivo, o prefeito recusou-se a receber a diretoria do sindicato para negociar um reajuste equivalente aos demais trabalhadores.

Além da defasagem no vale-alimentação, os trabalhadores reivindicam melhores condições de trabalho, revisão das jornadas exaustivas e valorização salarial frente à inflação acumulada.

Caso a gestão municipal não apresente uma proposta concreta de equiparação até a data do protesto, a paralisação por tempo indeterminado pode comprometer atendimentos essenciais, exames e consultas eletivas na rede pública de saúde da capital paulista.

Abrangência e posicionamento

A mobilização deve impactar diretamente o atendimento prestado por auxiliares, técnicos de enfermagem e demais funcionários em unidades municipais de saúde, hospitais filantrópicos, Santas Casas e equipamentos geridos por Organizações Sociais em toda a cidade.

Procurada para se manifestar sobre as reivindicações dos trabalhadores e o andamento das negociações, a Prefeitura de São Paulo não enviou resposta até a publicação desta matéria.

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