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Caso “Dark Horse”: Tarcísio nega atraso proposital da polícia de SP; entenda

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Governador afirmou que Polícia Civil cumprirá determinação do STF para enviar documentos da investigação contra a produtora do filme "Dark Horse"  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Instagram
Amanda Ambrozio

por Amanda Ambrozio

Publicado em 26/08/2026, às 15h10



O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça-feira (25) que a Polícia Civil cumprirá a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) para enviar à Polícia Federal (PF) documentos apreendidos durante uma operação que investigou a produtora do filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A declaração ocorreu durante um evento em Santana, na zona norte da capital, após Tarcísio ser questionado sobre uma possível demora proposital da Polícia Civil para encaminhar os materiais.

O governador defendeu a atuação da corporação e classificou a suspeita como um desrespeito à instituição.

“Isso é um desrespeito com a Polícia de São Paulo. É uma polícia extremamente profissional, é uma polícia de Estado, não uma polícia de governo. [...] Quando uma declaração dessa natureza é feita, mostra que há, na verdade, desapreço, desrespeito. Eu acho que as instituições policiais merecem respeito e, obviamente, se tem uma determinação judicial, a determinação será cumprida”, afirmou.

STF determinou compartilhamento de documentos

A ordem para compartilhar os materiais com a Polícia Federal foi determinada na segunda-feira (25) pelo ministro Flávio Dino, relator do caso no STF.

A decisão envolve a empresária Karina Ferreira da Gama, dona da produtora Go Up Entertainment e da ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB).

O ministro estabeleceu prazo de cinco dias para que os documentos apreendidos sejam encaminhados à PF.

Os materiais foram recolhidos em junho, durante uma operação que investigou empresas ligadas à empresária.

Investigações têm focos diferentes

A investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo apura suspeitas de fraudes em contratos firmados com a Prefeitura de São Paulo para a execução de um programa de wi-fi em bairros da periferia da capital.

Já a investigação conduzida pela Polícia Federal tem outro foco. A corporação apura se a produtora teria intermediado recursos destinados à produção de "Dark Horse", incluindo valores provenientes de emendas parlamentares.

Os documentos apreendidos poderão ser utilizados pela PF para verificar se recursos públicos foram empregados de maneira irregular no financiamento do filme.

Caso seja comprovado o uso indevido de dinheiro público, os fatos poderão configurar crimes, conforme a apuração.

Investigação também envolve Flávio Bolsonaro

Segundo o SBT News, o caso que tramita no Supremo também envolve o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O parlamentar havia afirmado que apresentaria o contrato firmado entre Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e a Go Up Entertainment para esclarecer as suspeitas relacionadas ao financiamento de "Dark Horse".

Até o momento, porém, o documento não foi divulgado.

A determinação de compartilhamento dos materiais apreendidos amplia o acesso da Polícia Federal às provas reunidas na investigação paulista e pode contribuir para esclarecer a origem e a destinação dos recursos relacionados à produção do filme.

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