Política
A futura estação Maristela, da Linha 6-Laranja, não será entregue junto com a primeira fase de operação do novo ramal do metrô paulistano. A inauguração do trecho entre Brasilândia e Perdizes está prevista para outubro, mas os trens passarão direto pela estação localizada na Freguesia do Ó, na Zona Norte de São Paulo.
A concessionária Linha Uni, responsável pela obra e futura operação da linha, atribui o atraso a desafios geológicos encontrados durante as escavações. Segundo a empresa, as condições do solo exigiram intervenções técnicas adicionais, o que comprometeu o cronograma inicialmente previsto para a parada.
De acordo com o governo estadual, a estação Maristela apresenta 61% de avanço nas obras, índice inferior ao registrado nas demais estações do primeiro trecho, como citado pelo G1.
Já o segmento entre Brasilândia e Perdizes está com 83% de execução concluída, com algumas estações próximas da finalização estrutural.
Com a abertura parcial da linha, prevista para outubro de 2026, a operação ocorrerá sem parada em Maristela. Isso significa que os passageiros só poderão embarcar e desembarcar nas demais estações liberadas nesse primeiro momento.
A previsão atual é que a estação seja entregue apenas na segunda fase do projeto, junto com o trecho entre Perdizes e o Centro da capital, cuja conclusão está estimada para 2027.
Para cumprir o prazo da primeira etapa, a concessionária adotou o chamado terceiro turno de trabalho, com equipes atuando entre 22h e 6h em nove estações simultaneamente. A medida busca acelerar serviços estruturais e de acabamento.
A ampliação do horário das obras tem provocado reclamações de moradores em regiões afetadas. Há relatos de barulho intenso durante a madrugada, especialmente em áreas próximas a canteiros com demolições e escavações em andamento. Parte dos moradores, no entanto, afirma compreender os transtornos diante da expectativa de melhora na mobilidade urbana e valorização dos imóveis após a conclusão da linha.
Além de Maristela, a futura estação 14 Bis também enfrenta atrasos. As obras foram interrompidas após a descoberta de vestígios de um antigo quilombo durante as escavações. O resgate arqueológico ainda não foi finalizado, o que impede a definição de um novo prazo de entrega.
O projeto da estação 14 Bis também passou por alterações. Inicialmente, estavam previstos quatro acessos além da entrada principal. A proposta foi simplificada, mantendo apenas um acesso central e substituindo passagens subterrâneas por travessias elevadas para pedestres.
Quando finalizada, a Linha 6-Laranja deve ligar a Brasilândia ao Centro de São Paulo, atravessando bairros da Zona Norte e da Zona Oeste. A expectativa é de que o novo ramal reduza significativamente o tempo de deslocamento e amplie a integração com outras linhas do sistema.
Até lá, a estação Maristela permanecerá fechada, mesmo com os trilhos já em operação. A promessa do governo e da concessionária é que, em 2027, a linha esteja totalmente concluída e operando em sua capacidade plena.
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