Política
por Marina do Val
Publicado em 01/11/2026, às 09h00
Vereadores de oposição à gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) criticaram a falta de divulgação institucional por parte da Câmara Municipal de São Paulo referente aos trabalhos da Comissão Especial encarregada de analisar o pedido de impeachment do chefe do Executivo.
A primeira reunião do colegiado ocorreu na última quinta-feira (29), oportunidade em que o vereador Rubinho Nunes (União) foi eleito presidente e o vereador Major Palumbo (PP) foi definido como relator. Contudo, a sessão não teve o mesmo tratamento de divulgação habitual dispensado a outras comissões, plenários e audiências públicas da Câmara.
Segundo informações publicadas pela coluna de Vinícius Passarelli no portal Metrópoles, o descontentamento da oposição se intensificou com a ausência de cobertura nos canais oficiais do Legislativo.
Além do silêncio no portal oficial da Câmara, parlamentares relataram a indisponibilidade do vídeo da transmissão e a remoção de registros fotográficos do evento.
O vereador Hélio Rodrigues (PT), integrante do colegiado, afirmou em nota que, diferentemente dos demais eventos realizados no mesmo dia, que tiveram registros e divulgação nos canais oficiais da Casa, essa reunião não aparece em nenhuma notícia no site da Câmara, destacando ainda que as fotografias que estavam disponíveis no Flickr institucional desapareceram e o vídeo da transmissão, que deveria permanecer acessível no YouTube, encontra-se indisponível.
A comissão conta com sete parlamentares, sendo que apenas Hélio Rodrigues (PT) e Luana Alves (PSol) representam a oposição, enquanto a maioria do grupo é composta por aliados do prefeito: Major Palumbo (PP), Rubinho Nunes (União), Sandra Santana (MDB), Sandra Tadeu (PL) e Kenji Ito (Podemos).
A apresentação do relatório sobre a admissibilidade da denúncia pelo vereador Major Palumbo está prevista para terça-feira (3). Como o relator pertence à base governista, a expectativa é que seu parecer seja contrário à continuidade do processo e aprovado pela maioria do colegiado.
No rito estabelecido, se o parecer rejeitar a admissibilidade, a denúncia é arquivada automaticamente; por outro lado, caso a admissibilidade seja aprovada pela comissão, a denúncia precisará ser levada ao plenário, exigindo o voto favorável de 33 vereadores para avançar.
O pedido de afastamento foi assinado pelos parlamentares do PSol Amanda Paschoal, Silvia Ferraro e Celso Giannazi, em documento que acusa o prefeito de descumprir determinações da Justiça Eleitoral sobre a oferta total da frota de ônibus no segundo turno das eleições e aponta denúncias do uso de servidores comissionados em atividades de campanha política.
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