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Por que a Anvisa proibiu fórmulas infantis da Nestlé? Veja explicação

Medida da Anvisa levou à suspensão de lotes de fórmulas infantis da Nestlé após alerta sobre risco de contaminação / Foto: Reprodução/Redes Sociais - Foto: Reprodução/Redes Sociais
Entenda por que a Anvisa proibiu fórmulas infantis da Nestlé, quais lotes foram afetados e quais são os riscos de contaminação apontados pela agência  |   BNews SP - Divulgação Medida da Anvisa levou à suspensão de lotes de fórmulas infantis da Nestlé após alerta sobre risco de contaminação / Foto: Reprodução/Redes Sociais - Foto: Reprodução/Redes Sociais
Nathalia Quiereguini

por Nathalia Quiereguini

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Publicado em 07/01/2026, às 13h33



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da venda, da distribuição e do uso de alguns lotes de fórmulas infantis fabricadas pela Nestlé Brasil, em uma medida de caráter preventivo.

A decisão foi oficializada por meio da Resolução nº 32/2026, publicada nesta quarta-feira (7), e envolve produtos amplamente utilizados na alimentação de bebês e crianças pequenas.

Segundo a Anvisa, a proibição atinge lotes específicos das marcas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino.

Segundo o G1, a  medida foi adotada após a identificação do risco de contaminação por cereulide, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus.

O alerta foi feito à agência pela própria Nestlé, que iniciou um recolhimento voluntário dos produtos.

A ingestão de alimentos contaminados por essa toxina pode provocar vômitos persistentes, diarreia e letargia.

Esse último sintoma é caracterizado por sonolência excessiva, lentidão nos movimentos e no raciocínio, além de dificuldade de reação, o que aumenta a preocupação quando se trata de bebês e crianças pequenas.

Foto: Nestlé/Reprodução
Alguns lotes de fórmulas infantis da Nestlé tiveram venda e uso proibidos no Brasil em ação preventiva da Anvisa / Foto: Nestlé/Reprodução

Recall global e origem do problema

De acordo com a Nestlé, o recolhimento não se limita ao Brasil. A empresa informou que iniciou um recall voluntário em outros países, após a detecção da toxina em itens provenientes de uma fábrica localizada na Holanda.

O problema foi associado a um ingrediente fornecido por um fornecedor global de óleos terceirizados, o que levou à ampliação do recall em nível internacional.

No Brasil, a Anvisa esclareceu que nem todos os produtos das marcas citadas foram afetados, mas apenas lotes específicos, listados oficialmente junto à resolução publicada no Diário Oficial da União.

Orientações a pais e responsáveis

A Anvisa orienta que pais e responsáveis verifiquem o número do lote impresso no rótulo das fórmulas infantis das marcas envolvidas.

Caso o produto pertença a um dos lotes recolhidos, não deve ser utilizado nem oferecido à criança. Os demais lotes não foram afetados pela medida.

Para trocas ou devoluções, a recomendação é procurar o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da Nestlé, indicado na embalagem.

Se a criança apresentar vômitos, diarreia ou sonolência excessiva após o consumo, a orientação é procurar atendimento médico, informando o alimento ingerido e, se possível, levando a embalagem.

Em nota, a Nestlé afirmou que não há registro de casos confirmados de reações adversas associadas aos produtos incluídos no recall e garantiu reembolso integral aos consumidores dos lotes afetados.

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