Política

Presidente do Senado cogita abertura de processo cruzado de impeachment de Moraes e Mendonça

Ton Molina/ Agência Senado
Davi Alcolumbre sinalizou que se a pressão aumentar pode dar início ao processo de impeachment dos dois ministros  |   BNews SP - Divulgação Ton Molina/ Agência Senado
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 04/09/2026, às 18h03



O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), parece que pode ceder às pressões que aparecem de todos os lados a respeito da abertura do processo de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Já são mais de 100 pedidos protocolados, mas até o momento nenhum foi dado encaminhamento. 

Segundo a jornalista Ana Flor, da Globonews, Alcolumbre espalhou entre os parlamentares que se a pressão aumentar pode dar início aos processos de impeachment contra Alexandre de Moraes e André Mendonça ao mesmo tempo. Tudo isso se dá após ser divulgado um relatório da Polícia Federal onde cita a relação de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e, na sequência, áudios que revelaram a proximidade com o ministro Mendonça. 

O argumento de Alcolumbre se tornou mais palpável a partir da decisão, na quinta-feira (3) à noite, de Alexandre De Moraes, de pedir ao presidente do STF, a Edson Fachin, a investigação de Mendonça. Porém, o presidente do STF, Edson Fachin, determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e Mendonça se manifestem em até cinco dias e transferiu os casos para a Presidência da Corte. Com isso, os dois inquéritos que envolvem Moraes e Mendonça passam a ser conduzidos pelo presidente.

No pedido de investigação, Moraes acusou Mendonça de supostamente usurpar atribuições da polícia, conduzir irregularmente tratativas sobre uma eventual delação e direcionar investigações por “motivos pessoais e políticos”.

Crise no STF

A crise na Suprema Corte começou na última quarta-feira (2) quando André Mendonça autorizou a Polícia Federal a divulgar as mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, obtidas através do celular do ex-dono do Banco Master.

Em retaliação, Moraes usou o inquérito das Fake News para acusar Mendonça de crimes e pediu ao presidente da corte, Edson Fachin, que abrisse ação contra o colega dele. O ministro enumera uma série de suspeitas contra Mendonça por usurpação da direção das investigações, condução irregular das tratativas de delação premiada e direcionamento de investigação contra ele.

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