Política

Quando vai parar de chover em SP? Veja previsão para os próximos dias

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Frentes frias e circulação de umidade devem manter o tempo instável em São Paulo, com chuva e frio nos próximos dias da semana  |   BNews SP - Divulgação Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Marcela Guimarães

por Marcela Guimarães

Publicado em 15/09/2026, às 14h43 - Atualizado às 14h45



Quem está esperando o retorno do sol em São Paulo ainda deve ter que aguardar alguns dias.

A previsão indica que o tempo continuará instável, principalmente na faixa litorânea e em áreas do leste paulista, por causa da circulação de umidade vinda do oceano.

Mesmo com o afastamento da frente fria que provocou chuva em boa parte do Sul e do Sudeste, a presença de ventos úmidos sobre o mar mantém condições para garoa, chuva fraca e temperaturas mais baixas em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Ou seja, a passagem do sistema não significa uma volta imediata do tempo firme.

Calor volta aos poucos

Antes da chegada de uma nova frente fria, prevista para avançar pelo país a partir de sexta-feira (18), as tardes devem ficar mais agradáveis aos poucos. Ainda assim, as temperaturas não devem passar dos 25°C em São Paulo.

A nova frente fria deve provocar novamente aumento de nebulosidade, chuva e queda nas temperaturas. Primeiro, o sistema deve atingir o Sul do Brasil e, em seguida, avançar em direção ao Sudeste.

Segundo os meteorologistas, portanto, ainda não há perspectiva de uma sequência prolongada de dias ensolarados e quentes.

Setembro deve terminar com muita chuva

A instabilidade observada nas últimas semanas também faz parte de uma tendência prevista para setembro. De acordo com a Climatempo, o Centro-Sul do país deve registrar chuva acima da média ao longo do mês.

São Paulo está entre as áreas que podem receber volumes elevados, assim como o Paraná. O cenário também inclui boa parte do Centro-Oeste, todo o Sudeste e grande parte da Região Sul, além de áreas da Bahia, Maranhão, Piauí, Tocantins e Pará.

Em São Paulo, o acumulado de chuva nos primeiros 14 dias do mês ultrapassou 253 milímetros. Esse foi o maior volume registrado para o período desde 1943, quando começaram as medições regulares do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O acumulado também é o segundo maior registrado no estado em um único mês de 2026, atrás apenas de janeiro.

El Niño influencia o cenário

A sequência de frentes frias não é o único fator associado ao excesso de chuva. Os meteorologistas também apontam a influência do El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento acima do normal das águas do Oceano Pacífico próximas à linha do Equador.

O fenômeno altera a circulação da atmosfera e pode modificar os padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões.

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