Polícia
Publicado em 30/09/2026, às 16h39 Reprodução/ Redes Sociais Bernardo Rego
A denúncia do Ministério Público contra o policial militar Vinicius Costa Silva, de 26 anos, suspeito de ter matado a esposa Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, foi aceita pela Justiça e agora o policial se tornou réu na ação penal. Ele está preso desde o dia 7 de setembro e a sua prisão temporária foi convertida em preventiva.
A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) na última segunda-feira (28) e o processo tramita na 3ª Vara de Embu das Artes sob segredo de justiça.
Larissa foi encontrada morta no dia 6 de setembro com um tiro na cabeça na casa onde vivia com o marido em Embu das Artes, na Grande São Paulo. O marido da vítima e principal suspeito do crime foi preso no dia seguinte ao homicídio e permanece detido no presídio militar Romão Gomes, na capital paulista.
Já no dia 10 de setembro a polícia cumpriu um mandado de busca e apreensão contra Thamires Costa Mathias, irmã de Vinicius. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), ela também é investiga no caso porque estava no imóvel onde o crime aconteceu. Ela relatou em depoimento que cuidava do sobrinho, de dois anos, filho de Larissa e Vinicius.
Vinicius nega ter cometido o crime. Segundo o policial, Larissa teria cometido suicídio com um tiro na cabeça depois que ele pediu a separação. No entanto, para o Ministério Público, os exames periciais realizados até agora são incompatíveis com a hipótese de suicídio apresentada pelo soldado.
Na denúncia, a promotora Camila Bonafini Pereira afirma que o exame necroscópico identificou uma trajetória do projétil da esquerda para a direita, enquanto Larissa era destra.
A perícia também apontou que o disparo não foi efetuado com a arma encostada na cabeça. Segundo os elementos reunidos na investigação, o tiro atingiu Larissa pelas costas, enquanto ela estava em pé.
“A versão de suicídio da vítima sustentada pelo denunciado não encontra respaldo nos elementos até então reunidos”, escreveu a promotora na denúncia.
A Promotoria ainda pediu a realização e inclusão de novos exames no processo, entre eles a perícia da arma, exames residuográficos nas mãos de Larissa e Vinicius, análise do local da morte, exame perinecroscópico e registros audiovisuais produzidos durante a perícia.
Na avaliação do Ministério Público, o crime deve ser enquadrado como feminicídio, por ter ocorrido no contexto de violência doméstica e familiar.
A denúncia destaca que Vinicius e Larissa mantinham uma relação íntima de afeto, moravam juntos e tinham um filho em comum.
A família da vítima também relatou à investigação episódios de ciúmes excessivos, comportamento possessivo, agressões e ameaças atribuídos ao policial. Os familiares ainda levantaram a possibilidade de uma motivação patrimonial.
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