Polícia
Publicado em 06/07/2026, às 10h30 - Atualizado às 10h41 Foto: Divulgação/TJSP Tatiana Ribeiro
José Simonal Teles de Santana, pai da PM Gisele Alves Santana, morta aos 32 anos com um tiro na cabeça, rejeitou versão de suicídio apresentada pelo tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, companheiro da vítima.
“Jamais a minha filha iria se matar, ela gostava muito de viver”, afirmou o pai da PM Gisele.
Muito emocionado, José se recordou a noite em que viu Gisele viva pela última vez. O pai interrompeu a fala e permaneceu em silêncio por alguns instantes, até conseguir continuar.
Segundo o Metropoles, no começo do depoimento, José foi questionado se a filha apresentava algum sinal de que pudesse cometer suicídio. “Jamais”, respondeu, acrescentando que a PM era alegre, tinha planos e amava a filha de 7 anos, de outro relacionamento.
José relatou que, na sexta-feira que antecedeu a morte, Gisele telefonou em prantos pedindo que ele e a mãe, Marinalva, fossem buscá-la no apartamento onde morava com o coronel, no Brás, região central de São Paulo.
Preocupado com a situação, José decidiu não esperar até o dia seguinte. Ao lado da esposa, foi imediatamente até o edifício.
Gisele desceu acompanhada da filha e conversou com a mãe por cerca de 15 minutos. Apesar do apelo dos pais, ela optou por permanecer no apartamento.
Ao relembrar o episódio durante o depoimento, José se emocionou e não conseguiu conter as lágrimas.
“Foi a última vez que eu vi ela viva”, disse, antes de fazer uma pausa. “Depois, só no caixão.”
Segundo ele, a casa da família continuava disponível para Gisele. Ele já havia dito à filha que ela poderia voltar caso o casamento terminasse. “Não deu certo [o casamento], a vida continua”.
Preso desde 18 de março, o tenente é réu por feminicídio e fraude processual. A defesa sustenta que Gisele tirou a própria vida. A Polícia Civil, no entanto, concluiu que os laudos e demais provas tornaram essa hipótese inviável.
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