Polícia

Caso Gisele: Filha de PM de 7 anos depõe em investigação de feminicídio

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Gisele Santana foi morta com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde morava em SP  |   BNews SP - Divulgação Reprodução/ Redes Sociais
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 01/07/2026, às 09h52



A filha da policial militar Gisele Alves Santana, morta com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde morava na Zona Leste de São Paulo em fevereiro deste ano, vai prestar depoimento de maneira especial nesta quarta-feira (1º). 

O principal suspeito do crime é o companheiro da vítima, Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de feminicídio, que está preso desde o dia 18 de março no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte da capital.

A criança vai ser ouvida em um ambiente reservado com a presença de um psicólogo ou assistente social que farão as perguntas. O depoimento é gravado, mas o juiz não fica na mesma sala onde está a criança. Outras pessoas também vão prestar depoimento, incluindo os pais de Gisele, o irmão e o pai da criança. O julgamento encerra a fase de instrução e tem previsão de durar até sexta-feira (3), quando acontece o interrogatório do tenente-coronel. 

Rosa Neto afirma que a mulher cometeu suicídio e diz acreditar que as marcas no pescoço tenham sido feitas pela filha de Gisele, de 7 anos. Segundo ele, quando a companheira colocava a menina no colo, ela entrelaçava as pernas no corpo da mãe e a segurava pelo pescoço.

Cronograma das audiências

Conforme decisão da 5ª Vara do Júri do Foro Central Criminal de São Paulo, as oitivas serão realizadas ao longo de quatro dias, reunindo delegados, peritos, policiais militares, testemunhas protegidas, familiares da vítima e outras pessoas ligadas ao caso.

O cronograma prevê:

  • 29 de junho: depoimentos de delegado, peritos criminais, policiais militares e outras testemunhas;
  • 30 de junho: oitivas de testemunhas, policiais militares, testemunha protegida e pessoas ligadas à investigação;
  • 1º de julho: depoimentos de familiares, incluindo o depoimento especial da filha de Gisele, além de outras testemunhas;
  • 2 de julho: oitivas de policiais militares, oficiais da corporação e demais testemunhas;
  • 3 de julho: interrogatório do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto.

Na mesma decisão, a juíza Michelle Porto de Medeiros Cunha Carreiro rejeitou pedidos preliminares da defesa, entre eles a alegação de nulidade de provas produzidas no Inquérito Policial Militar.

Relembre o caso

Gisele morreu com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde vivia com o oficial. O tenente-coronel Rosa Neto foi preso preventivamente e se tornou réu por feminicídio e fraude processual.

Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio. No entanto, após análise detalhada da Polícia Civil do Estado de São Paulo, a hipótese foi revista. Perícias técnicas e a reconstituição da cena indicaram inconsistências com a versão apresentada pelo oficial. Ele está preso preventivamente desde o dia 18 de março no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte da capital.

A vítima deixou uma filha de 7 anos, fruto de uma união anterior, que recebe o benefício de pensão por morte gerido pela SPPrev.

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