Polícia
Publicado em 24/05/2026, às 15h30 Foto: Reprodução/Redes Sociais Amanda Ambrozio
Dezenas de moradores afetados pela explosão ocorrida durante obras da Sabesp no Jaguaré, Zona Oeste de São Paulo, realizaram um protesto na noite de sexta-feira (22).
A manifestação foi motivada pelo encerramento abrupto do contrato com o hotel onde famílias desalojadas estavam hospedadas temporariamente.
Após a pressão popular, uma reunião de emergência foi realizada entre as concessionárias e autoridades públicas para discutir a garantia de moradia e a segurança dos imóveis.
Segundo o G1, a Sabesp admitiu falhas logísticas, revelando que não possuía reservas liberadas para concentrar as famílias em um único local, como pretendia inicialmente.
Diante do impasse, o hotel Transamérica foi novamente autorizado a manter as hospedagens.
Para o sábado (23), a companhia agendou atendimentos individuais para discutir o aluguel temporário, com revisões semestrais, enquanto uma solução definitiva não é acordada com a comunidade.
Um dos pontos centrais de preocupação para as famílias é a segurança das residências classificadas como "verde" pela Defesa Civil.
Moradores solicitaram acesso imediato ao laudo da perícia criminal e das condições do solo para confirmar se o retorno é viável.
O secretário de gabinete do Governo Estadual, coronel Elço Moreira, afirmou que não há movimentação de solo nas áreas liberadas, mas os moradores exigiram novas vistorias, relatando que casas construídas sobre imóveis interditados que ainda não receberam classificação oficial.
Além da crise habitacional, as famílias relataram graves dificuldades financeiras devido à interrupção de trabalhos informais e atividades comerciais locais.
A Defensoria Pública e advogados cobram que a Sabesp e a Comgás apresentem critérios claros para pagamentos emergenciais e indenizações por perda de renda. Segundo o órgão, a prioridade é garantir segurança jurídica nas negociações, evitando acordos sem o acompanhamento de defensores.
Em nota, a Sabesp informou que 798 famílias já receberam um auxílio emergencial de R$ 5 mil e que 300 imóveis passaram por vistorias.
A companhia afirmou estar mobilizada para resolver as demandas habitacionais e que as responsabilidades pelas falhas que levaram ao protesto estão sendo rigorosamente apuradas para assegurar condições dignas aos atingidos.
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