Política
Publicado em 25/02/2026, às 11h11 - Atualizado às 11h15 Foto: Reuters Nathalia Quiereguini
A morte de "El Mencho" coloca em xeque o futuro do Cartel Jalisco Nova Geração, grupo que domina o tráfico e a violência em grande parte do México.
A ascensão e o poder do Cartel Jalisco Nova Geração são resultado de estratégias brutais e expansão rápida pelo país e pelo mundo.
O Cartel Jalisco Nova Geração surgiu como uma célula armada do então influente Cartel de Sinaloa, com o objetivo de proteger territórios estratégicos em Jalisco.
Fundado por Ignacio Coronel, conhecido como "El Nacho", o grupo começou como braço violento contra rivais locais, especialmente os Los Zetas, de acordo como G1.
A morte de "El Nacho" abriu caminho para Nemesio Oseguera Cervantes, o famoso "El Mencho", assumir o comando.
Ele transformou o que era uma célula regional em uma organização que hoje disputa mercados internacionais e controla áreas-chave de produção e tráfico de drogas no México.
Em menos de uma década, o CJNG consolidou-se como o cartel mais influente do país.
Seu crescimento se deu por uma combinação de violência extrema, expansão territorial e diversificação de atividades.
Além do tráfico de heroína, cocaína, metanfetamina e fentanil para os Estados Unidos, o grupo também opera na Europa e tem conexões na Ásia.
Ao contrário de outros cartéis, o CJNG não se limita ao narcotráfico: explora extorsão, negócios na agricultura e construção, e até setores de mineração.
Esse modelo aumentou sua capacidade financeira e fortaleceu sua presença em mais de 40 países.
O segredo da liderança de "El Mencho" estava na centralização do poder e no controle absoluto sobre as alianças do cartel.
Ele começou do zero, servindo como guarda-costas em grupos rivais, até consolidar-se como chefe supremo.
Sua violência estratégica eliminou concorrentes e abriu espaço para a expansão do CJNG, tornando o grupo um dos mais temidos do mundo.
Com a morte do líder, o CJNG enfrenta um período de incerteza. Não há sucessores claros, e especialistas apontam que a reorganização interna pode gerar uma nova onda de violência no país.
A história mostra que a decapitação de um cartel não significa sua extinção, e os próximos meses serão cruciais para observar como o grupo se reorganiza e mantém sua influência.
O Cartel Jalisco Nova Geração segue como um exemplo da combinação letal entre violência, estratégia e poder financeiro no crime organizado, mantendo o México sob constante tensão e questionamentos sobre segurança e controle do narcotráfico.
O México entra em um período delicado: especialistas apontam que a ausência de um comando claro pode fragmentar o grupo e abrir espaço para disputas internas e avanço de cartéis rivais.
Esse vácuo de poder costuma aumentar confrontos armados, pressionar autoridades e elevar a violência em regiões estratégicas do tráfico nas próximas semanas.
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