Política
Publicado em 03/06/2026, às 06h30 - Atualizado às 06h35 Foto: Divulgação/EMS Amanda Ambrozio
A EMS confirmou que a primeira versão nacional da semaglutida, o Ozivy, começará a ser distribuído nas farmácias de todo o país a partir do dia 15 de junho, trazendo uma estratégia de preços mais baratos para competir com os medicamentos de referência da Novo Nordisk, como o Ozempic e o Wegovy.
Enquanto o tratamento com as versões de referência pode ultrapassar a marca de R$ 1.000 mensais, a alternativa brasileira terá valores iniciais a partir de R$ 452 por caneta, o que representa uma redução significativa nos custos para os pacientes.
Para incentivar a adesão, a fabricante desenhou uma política comercial com descontos progressivos focada nas etapas iniciais, segundo o G1.
No combo de tratamento voltado para os primeiros três meses, o pacote com as doses suficientes para os 90 dias iniciais custará R$ 863,23, o que faz com que o paciente tenha um custo médio mensal equivalente a R$ 287,74.
A partir do quarto mês de tratamento, a caneta de manutenção passará a custar R$ 498.
A empresa também planeja lançar futuramente um pacote contendo duas canetas de 1,0 mg pelo valor de R$ 896, que ainda aguarda uma data oficial para chegar às prateleiras.
Para dar conta da demanda estimada, o primeiro ciclo de abastecimento colocará mais de 500 mil canetas em circulação no mercado nacional.
A liberação da versão nacional acontece após a expiração da patente da Novo Nordisk.
Embora a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tenha autorizado a EMS a praticar um teto de preço próximo a R$ 800 (equivalente ao teto dos produtos de referência), a indústria optou por lançar o produto com valores quase 50% menores para ganhar competitividade de mercado.
Esse movimento de preços deve se intensificar nos próximos meses, já que a Anvisa possui pelo menos outras 17 solicitações de registro de semaglutida genérica ou similar sob análise.
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