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Black Friday 2026: Varejo deve movimentar R$ 296,8 bi, aponta estudo do IEMI

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Projeções indicam que a Black Friday brasileira deve movimentar R$296,8 bilhões em novembro, apesar da queda de 2,5% em relação ao ano passado  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Magnific
Marina do Val

por Marina do Val

Publicado em 04/11/2026, às 13h00



O setor varejista brasileiro se prepara para a sua temporada de maior movimentação comercial do ano. De acordo com projeções da IEMI (Inteligência de Mercado), o comércio em geral, englobando supermercados, vestuário, calçados, móveis, eletrodomésticos e outros segmentos, deve movimentar R$296,8 bilhões ao longo do mês de novembro, impulsionado pelas promoções da Black Friday.

Apesar do enorme montante, o valor representa uma queda de 2,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o faturamento alcançou R$304,4 bilhões. O cenário aponta para um ambiente macroeconômico desafiador no consumo interno do país neste mês.

Acumulado do ano e e-commerce em alta

Apesar da retração prevista para novembro, o desempenho geral do comércio mostra sinais de recuperação no horizonte anual. A expectativa do IEMI é de que o faturamento total do varejo encerre o ano alcançando R$3,43 trilhões, o que configurará um avanço de 0,9% frente ao ano anterior.

Outro destaque positivo fica por conta do comércio por meios eletrônicos. O varejo digital brasileiro deve isoladamente movimentar R$13,3 bilhões durante a data promocional, registrando um enorme salto de 20,7% em relação ao desempenho verificado no ano passado, impulsionado pela praticidade e pelas ofertas exclusivas nas plataformas digitais.

Desafios do setor e impacto

A proximidade da Black Friday, data tradicionalmente celebrada na última sexta-feira de novembro (este ano em 27 de novembro) , também traz discussões sobre a competitividade do mercado interno frente aos concorrentes digitais e o fim da conhecida "taxa das blusinhas."

Segundo a ABVTEX (Associação Brasileira do Varejo Têxtil), o período coincide com novos desafios para a moda nacional e outros setores do varejado, acentuados recentemente por mudanças nas regras de tributação de compras internacionais. 

Em entrevista para a CNN, Edmundo Lima, presidente da associação, pontua que a data é fundamental para lojistas e consumidores, mas reforça a importância de se buscar condições equânimes de concorrência no mercado brasileiro.

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