Polícia
por Andrezza Souza
Publicado em 28/05/2026, às 20h00
A Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público deflagraram nesta quinta-feira (28) uma operação contra uma organização criminosa investigada por explorar plataformas de apostas ilegais e movimentar bilhões de reais em um esquema de lavagem de dinheiro.
Batizada de Operação Falsa Las Vegas, a ação cumpre 22 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão preventiva na capital paulista e na região metropolitana.
A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 5,2 bilhões em bens e ativos financeiros ligados aos investigados, além do sequestro de 76 imóveis relacionados ao grupo.
Segundo as investigações conduzidas pela 3ª Delegacia de Fraudes Financeiras e Econômicas do Deic, os suspeitos utilizavam empresas de fachada e contas bancárias de terceiros para ocultar recursos movimentados pelas plataformas clandestinas.
As apurações indicam que a organização explorava jogos ilegais divulgados principalmente pela internet e pelas redes sociais.
De acordo com os investigadores, grandes quantias em dinheiro eram movimentadas em espécie e depois distribuídas em depósitos fracionados em diferentes contas bancárias, estratégia usada para dificultar o rastreamento financeiro e esconder os verdadeiros responsáveis pelas operações.
Durante o cumprimento dos mandados, policiais apreenderam documentos, registros financeiros, anotações manuscritas e materiais ligados ao funcionamento das plataformas investigadas.
Também foram encontrados equipamentos e sistemas utilizados para processamento de pagamentos e movimentações financeiras.
As investigações apontam que a organização criminosa possuía uma estrutura interna dividida por funções.
Parte dos integrantes seria responsável pela administração das plataformas de apostas, enquanto outros atuariam diretamente na movimentação financeira do esquema, coordenando transferências, distribuição de dinheiro em espécie e uso de contas bancárias utilizadas para mascarar as operações.
Segundo a polícia, pessoas registradas formalmente como proprietárias de empresas eram usadas apenas para ocultar os verdadeiros responsáveis pelas atividades.
As análises financeiras também identificaram movimentações incompatíveis com atividades econômicas consideradas regulares.
A operação é resultado de uma investigação conduzida em conjunto pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais e pelo Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial.
As autoridades afirmam que o trabalho continua para identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento das movimentações financeiras relacionadas ao esquema.
Os investigados poderão responder por crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa e exploração ilegal de jogos de azar.
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