Polícia
por Amanda Ambrozio
Publicado em 15/09/2026, às 11h10
A Polícia Federal brasileira (PF), em conjunto com autoridades da Alemanha, deflagrou nesta terça-feira (15) a Operação Anticaspa, contra um grupo suspeito de tráfico internacional de cocaína.
Segundo as investigações, os criminosos utilizavam produtos de uma empresa brasileira de cosméticos para esconder a droga e enviá-la do Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, para a Europa.
A cocaína era escondida tanto nas embalagens quanto no próprio conteúdo dos produtos. A carga saiu do Brasil, passou por Lisboa, em Portugal, e foi acompanhada pelas autoridades até chegar a Berlim, na Alemanha.
A quantidade exata de droga apreendida ainda não foi divulgada. Segundo o g1, a perícia da polícia alemã deverá determinar o peso líquido da cocaína encontrada.
A investigação começou após a PF receber informações de que o grupo estaria comprando produtos de uma empresa brasileira de cosméticos para utilizá-los no transporte da cocaína.
Com autorização da Justiça Federal em Guarulhos, os policiais acompanharam parte da operação antes de realizar as prisões. Os agentes monitoraram a retirada dos produtos e a ocultação da droga em uma residência de luxo em Diadema, na Grande São Paulo.
Na sequência, a carga foi levada até o Terminal de Exportações do Aeroporto Internacional de Guarulhos (TECA-AIG), onde foi embarcada com destino à Europa.
Durante o trajeto, a remessa fez uma escala em Lisboa. Autoridades portuguesas realizaram um teste rápido que confirmou a presença de cocaína no carregamento.
Mesmo após a identificação da droga, a carga continuou sendo monitorada pelas autoridades até o embarque para Berlim.
Na capital alemã, policiais acompanharam o transporte da carga até um depósito. No local, três pessoas foram presas.
Um quarto suspeito conseguiu fugir e foi localizado posteriormente na Turquia, onde também acabou preso.
A cooperação internacional contou com a participação do Bundeskriminalamt (BKA), a polícia federal alemã, além das autoridades portuguesas.
A partir das informações compartilhadas entre os países, os investigadores também identificaram a empresa responsável pela importação dos produtos na Alemanha.
Segundo a PF, o proprietário da empresa importadora respondia a diversos processos criminais no país.
No Brasil, a Delegacia de Repressão a Entorpecentes da PF identificou quatro investigados e cinco endereços relacionados ao esquema.
Nesta terça-feira, foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária e cinco de busca e apreensão. Segundo a última atualização da PF, três pessoas haviam sido presas no Brasil e um investigado permanecia foragido.
Entre os endereços alvos das buscas está o imóvel em Diadema onde a cocaína teria sido escondida nos produtos antes do envio ao aeroporto.
A operação recebeu o nome de Anticaspa em referência ao tipo de produto utilizado pelo grupo para ocultar e transportar a droga.
As investigações continuam para identificar todos os integrantes da organização e esclarecer a quantidade de cocaína envolvida no esquema.
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