Política
A madrugada sempre foi o horário mais crítico para quem tem um animal em casa. O pet passa mal, sofre um acidente ou começa a convulsionar e a única opção possível era esperar amanhecer ou procurar atendimento particular. Em muitos casos, isso simplesmente não acontecia.
O Hospital Veterinário Municipal Leste “Cão Orelha”, localizado no Tatuapé, passou a funcionar 24 horas. A unidade mantém o atendimento completo durante o dia e passa a operar à noite exclusivamente para urgência e emergência.
O atendimento noturno é direcionado apenas para situações graves, como atropelamentos, convulsões, hemorragias, dificuldade respiratória e intoxicações.
Antes, esses casos precisavam aguardar a manhã seguinte ou depender de clínicas particulares, o que frequentemente inviabilizava o tratamento imediato.
Durante o período diurno, o funcionamento permanece normal: consultas, exames, cirurgias e internação continuam disponíveis mediante agendamento ou triagem, de acordo com a Prefeitura de São Paulo.
Na prática, o hospital passa a ter dois fluxos distintos atendimento clínico programado durante o dia e atendimento crítico na noite e madrugada.
O serviço continua destinado a moradores da cidade de São Paulo com renda comprovadamente baixa. O acesso ocorre por inscrição em programas sociais ou por avaliação socioeconômica presencial.
Casos graves têm prioridade independentemente de agendamento, mas a capacidade diária permanece limitada.
Ou seja, o hospital funciona como porta de entrada para situações críticas, não como atendimento universal irrestrito.
Grande parte dos resgates acontece fora do horário comercial. Sem atendimento público nesse período, protetores independentes e famílias dependiam de redes solidárias ou aguardavam até o dia seguinte.
Com funcionamento contínuo, o atendimento deixa de depender exclusivamente do horário comercial.
O objetivo é reduzir o agravamento de quadros durante a madrugada, período historicamente associado à maior perda de animais por falta de assistência imediata.
O hospital atende com serviços clínicos e cirúrgicos, incluindo:
Também há atendimento especializado conforme disponibilidade médica, como cardiologia, ortopedia, dermatologia e neurologia.
O hospital não atende livremente todos os casos e não substitui clínicas particulares. Continua sendo um equipamento público com critérios sociais, triagem médica e limite diário de vagas.
A principal mudança é o horário: situações críticas passam a ter assistência imediata, enquanto atendimentos de rotina seguem organizados durante o dia.
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