Polícia
por Amanda Ambrozio
Publicado em 21/05/2026, às 16h14
Na noite de quarta-feira (20), uma adolescente paraguaia que estava desaparecida de seu país de origem foi resgatada pela Polícia Militar de SP e a Polícia Federal.
Em uma operação conjunta das corporações, a jovem foi localizada em um imóvel na Rua São Francisco Conde, em Guarulhos, na capital paulista, vivendo e trabalhando em condições análogas à escravidão.
A ação aconteceu após o compartilhamento de informações estratégicas entre os setores de inteligência da PM e da PF.
Os dados indicavam que a menor de idade estaria sendo mantida em um ambiente de trabalho forçado.
Ao chegarem ao endereço, as equipes do Comando Força Patrulha da Polícia Militar confirmaram que a adolescente já havia tentado pedir ajuda a vizinhos para conseguir contato com seus familiares no Paraguai.
Durante a vistoria no local, os policiais militares constataram que o imóvel funcionava como uma estrutura mista de cortiço e oficina de costura.
O ambiente apresentava condições de habitação extremamente precárias, com fiação elétrica inadequada, dormitórios improvisados em espaços reduzidos e falta de estrutura básica para acomodar os trabalhadores que também moravam no local.
A gravidade do cenário reforçou os indícios de que o local operava ignorando normas básicas de segurança e direitos humanos.
Além da adolescente, outros trabalhadores foram encontrados no imóvel, evidenciando um esquema de exploração que utilizava a moradia precária como forma de manter a mão de obra vinculada à produção têxtil.
Logo após o resgate, a adolescente foi encaminhada à Superintendência da Polícia Federal para receber o suporte necessário.
Devido à condição de vulnerabilidade, o caso contou com a intervenção direta de representantes consulares do Paraguai, que acompanharam os procedimentos de acolhimento e proteção.
A ocorrência foi registrada pela Polícia Federal, que lidera os trâmites para a repatriação da jovem e a investigação sobre os responsáveis pelo imóvel e pela oficina.
Segundo a Polícia Militar, a integração rápida entre as forças de segurança e o corpo diplomático foi decisiva para garantir que a vítima fosse retirada do ambiente de risco e recebesse a devida assistência humanitária.
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